Uma página que não vira…

Sim, eu sei que hoje eu estou muito sensível e, um idiota qualquer que eu achei que valeria a pena alguns instantes deste meu dia me falou algo incrivelmente idiota. O que mais poderia esperar?
Não sei. Acho que tudo que eu escrever aqui hoje, será down. Me sinto incrivelmente chata, manhosa, carente, insatisfeita, com seios doloridos, pernas doídas e inchadas. Tpm sim. Eu O-D-E-I-O com tudo o que sou esses dias, porque eles me lembram de muita coisa boa, e dá uma dorzinha no coração, uma saudade boba e vontades adolescentes de ouvir um alô que uma vez foi tão querido. Foi? É. Foi.
Hoje sinto saudades imensas. Desejo um beijo, aquele nos ombros sabe, quando eu me aninhava ao seu abraço, ou o beijo do olho que traduzia um respeito, ou de pegar e beijar sua mão e de alisar seu cabelo, e sua barba por fazer que eu adorava tanto, ou do seu sorriso… lindo, do seu cheiro, da sua preocupação. Sinto saudades da saudade antecipada e da espera ansiosa pelo nosso próximo encontro.
Ah, por que diabos deixou que eu saísse da sua vida?
Saí sim. Era preciso que você ficasse livre para sentir minha falta.
Mas ainda não sentiu, e ainda é cedo.
E, hoje sou só um monte de verdadeiras e sinceras saudades.

“E ele, por onde anda? – Pelas ruas de um Porto (…) Amando mulheres, garotas, meninas… Amando todas, menos à mim.” – Caio Fernando Abreu.

Quando não se tem assunto

Um velho amigo…

- Olá, quanto tempo!
- Oi amigo. Tudo bem?!
- Tudo sim! E as novidades? Como está indo sua nenêm?
- Minha nenêm já é uma moça de quase 10 anos! E o seu?
- Está enorme também! Quem diria que nós chegaríamos aonde chegamos né?
- É. Mas é a ordem natural das coisas!
- E aí, já casou de novo?
- Não.
- Por quê?
- Porque não, e não tem justificativa.
- É um direito de resposta seu.
- :)

Porrannn, eu sei que hoje estou chata pácaralho, mas que merda é essa de todo mundo achar que porque eu fui casada uma vez, eu preciso casar de novo?

Oi?

¬¬

O que NUNCA será aceito por Deus?

Muita coisa ainda nessa vida pode me surpreender, e uma delas é a falsidade que envolve o ser humano.
Frequentava uma certa denominação religiosa, que ainda tem meu nome (eu acho) em seu rol de membros. Gostava de frequentar esse lugar, sobretudo pela seriedade que a Palavra era ensinada. Ir ao culto pra mim, nunca tinha sido tão interessante, aprender tanto daquela maneira me fascinava e me atraía a uma fome cada vez maior pelo conhecimento Daquele que havia me chamado e, me entregado um ‘dom’. Eu cantava nessa Igreja, e o fazia com toda sinceridade e gratidão no coração à Deus. Era muito feliz a meu modo em poder entoar cânticos ao Senhor da minha vida, em ter um trabalho tão belo na casa de Deus.
No entanto, algumas mudanças aconteceram em minha vida de uns 6 anos pra cá, e uma delas, maiores e tensas foi uma doença que meu pai padeceu: um câncer na boca. Várias internações e vários procedimentos cirúrgicos foram feitos, o que me fez ausentar por algum tempo dos ensaios de música e das escalas das quais estava participando. Pôxa, mas a maioria das pessoas sabiam da minha falta, e o seu motivo.
Certa vez, nessa mesma época, no twitter (isso mesmo! Twitter!), perguntei se alguém sabia de algum lugar bom pra sair em Goiânia, de preferência que tivesse boa música e que desse para dançar, porque estava precisando distrair um pouco, ver gente bonita… Maldita twitada mal interpretada! Um dos pastores da Igreja leu, interpretou à sua maneira e no domingo pela manhã citou o que leu no culto dominical para toda congregação! Eu não estava presente, mas todo mundo sabia do que e de quem se tratava: da irmã Núbia!
Como eu não sabia do que tinha acontecido, me preparei no outro fim de semana para cantar, conforme estava escalada. Cheguei mais cedo na Igreja, estava passando as músicas, testando microfone e todos os detalhes, quando um dos pastores chegou em mim e …
- Irmã, eu estive orando à respeito da equipe de louvor, e algumas mudanças irão acontecer, e eu pensei em Deus que o melhor para sua vida neste momento seria louvar a Deus lá embaixo, sentada na cadeira. É momento de você receber de Deus e fazer o que Ele te chamou para fazer junto de toda a congregação.
Eu sinceramente não acreditava naquilo que tinha acabado de ouvir. Não houve justificativas, explicações, não houve acordos, mas houve um subentendido: ‘Nós lemos o que você disse em seu twitter no sábado passado! (dá um filme!) E você não está apta e santa o suficiente para subir no altar, junto com os de fato santos para entoar cânticos à Deus. Porque é uma apostasia uma crente desprezível confessar a todos que tem um vida social ativa. Que sai num sábado à noite. Que conhece pessoas não crentes e, blá blá blá.’
Eu me senti assim ao ouvir aquele mimimi ridículo. Ouvi em silêncio, o que é muito raro pra mim, fiz que entendi, virei as costas e nem assistir culto eu quis. Sentia meu coração queimar de tanta raiva, eu confesso.
Pensava em tudo o que havia passado nos últimos tempos em minha vida e, ninguém ao menos havia me ligado pra perguntar se eu precisava de alguma coisa, se eu estava bem, se tinha alguém pra ficar com minha filha, etc. Salvo 2 ou 3 pessoas em exceção, que além de amigos, são irmãos de verdade, pessoas que considero da família, saca?
Nos dias que seguiram, continuei não recebendo nenhuma visita ou ligação, para esclarecer algo que ficou sem entendimento mas, recebi um email de um dos pastores. Isso, E-M-A-I-L! Um email que tentava consertar a merda toda. Piorou. Me senti mais inútil ainda. E, não, nesse tal não tinha nenhuma explicação plausível, nada. O lance do twitter soube por boca de outras pessoas muito tempo depois. Qual o problema em falar o motivo de tal decisão? Me pego a pensar, e não tenho respostas…
Depois disso, fui poucas vezes na Igreja, e numa dessas poucas vezes, surgiu uma outra conversinha em meu nome. Logo no meu, que mal troco ‘oi’ com as pessoas: “Então… que a Núbia, disse pra fulano de tal que a ciclana, não gosta do outro que eu mal sei quem é.”  Ã?Me emputeci novamente. Claro! Eu com fofoca? Eu com conversinha? Eu procurando a liderança mesquinha dessa igreja, a mesma que me ‘excluiu’ do louvor, e que me sentou na cadeira sem eu saber o motivo, pra falar mal de uma AMIGA/IRMÃ da qual sinto um GRANDE e ENORME amor e carinho, tão quanto uma filha, apesar da idade? Eu, sempre tão sincera, tão clara e tão objetiva quando queria falar algo. Eu? Eu, não! Não faço parte desse mundo ridículo da fofoca, dessa baixaria de falar e denegrir imagem de alguém. Não faço isso, não tenho coragem e sou muito egocêntrica pra gostar de saber das peculiaridades da vida dos outros, já que quase não consigo resolver as minhas.
E, por último a tão amada rede social novamente foi ‘pivot’ de mais um constrangimento ridículo por sinal. Dessa vez, foi o Facebook!
Compartilhei da opinião de um amigo, e outros amigos também foram coniventes de opinião à cerca do amor divino. Segue a imagem. Não faço apologia ao homossexualismo, e nem digo que sou contra, e isso também não cabe aqui nesse texto. O que importa, é que um colega e eu, fomos “pauta” pra uma reunião MUITO ESPIRITUAL na (de novo) Igreja.
É pra rir? É. Rir ou chorar. Fique à vontade em sua escolha!


Sabe, enquanto o povo está tão preocupado com minha vida, me procurando no Google (como segue imagem abaixo), e procurando no meu blog pelo nome do meu amiguinho que PENSA como eu, euzinha estou crescendo na fé, na pessoa de Cristo, me reconhecendo faaaaaalha demais, e MUITO carente da misericórdia de Deus, mas ouvindo a voz Dele numa consulta oftalmológica, no cabeleireiro, no msn, em casa, e louvando a Deus com minha BELA voz no meu quarto, em segredo, quando ninguém vê. E sim, eu SEI que canto MUITO e MUITO BEM! A voz quem me deu foi DEUS, e humilde sempre fui! rs*
Eu, Núbia, nubibella, mãe da Isabella, ex-religiosa, não estou nem aí para o que pensam de mim, não estou nem aí para os super crentes! Não estou nem aí! NEM AÍ! Saca? N E M  A Í!! Eu sei o que sou, o que falo, o que penso, e não ESCONDO NADA de ninguém! Nada mesmo! Se para quem realmente importa o que faço, eu não consigo esconder, vou esconder de seres tão mortais e tão pecadores quanto eu, HUMANA?
Não sou adepta ao sepulcro caiado, ou do pão bolorento, mas penso que ser o que você é, sempre pode nos levar além! Errar não nos faz menor que ninguém e aprender empiricamente com esses erros, nos tornam nobres!

Sobretudo, eu preciso muito, mas muito mesmo da graça, do amor e da misericórdia do meu Senhor, que me amou, me chamou e de tal maneira com Sua morte, me salvou!
Que são pequenos homens, diante dessa grandeza?

Amém!

PARA REFLETIR!

O mexeriqueiro tem como objetivo melhorar a sua própria imagem ao fazer outras pessoas parecerem más e ao exaltar seu conhecimento superior de outras pessoas, ou seja: só eu sou SANTO!
“… E, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém” (1 Timóteo 5:13).
“O que despreza o seu próximo carece de entendimento, mas o homem entendido se mantém calado. O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito o mantém em oculto” (Provérbios 11:12-13).
“o homem perverso instiga a contenda, e o intrigante separa os maiores amigos” (Provérbios 16:28)
Lv 19:16 “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo teu próximo. Eu sou o SENHOR.”
Pv 11:13 “O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.”
Pv 20:19 “O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.”
1 Tm 6:20 “E tu… evitando os falatórios inúteis…”
2 Tm 2:16 “Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior…”
Tg 1.26 “Alguém está pensando que é religioso? Se não souber controlar a língua, a sua religião não vale nada, e ele está enganando a si mesmo.”
Ef 4:25 “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.”
1Pe 3.10 “Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras.”

Abaixo, uma das irmãs fofoqueiras procura por mim no GOOGLE!

E, aqui a mesma irmã fofoqueira procura no meu BLOG, pelo meu irmãozinho pensante! Oiii?

Falta roupa pra lavar. É a única explicação possível!

Valei-me!

Ps.

1 – Não estou querendo chamar atenção de ninguém, ou querendo aparecer;

2 – Não estou ofendendo ninguém, e muito menos mentindo, inventando, ou sendo usada pelo ‘inimigo’, pois essa não era, nunca foi e jamais será minha intenção.

3 – Eu precisava desabafar!

;*

Eu me conheço bem, e sei disso!

Estava dando uma faxina no meu computador, e meu Deus! Por que eu ainda guardo tantas fotos dele no meu HD? Por que não dói quando eu as vejo, e mais importante: por que eu as mantenho?
Não sei.
Não acredito que iremos nos encontrar novamente, que nos beijaremos novamente, que nos amaremos novamente. Não. Tenho certeza que isso só irá acontecer por muito acaso da vida. Porque quando coloco um ponto final numa história, jamais esse ponto vira reticências. Acabou, acabou. Mas acho que me apeguei ao que poderia ser, do que não foi.
E essa sou eu. Sempre que encontro uma pessoa que é capaz de me fazer encantar por ela, penso que aquele será o meu último e grande amor!
Que tola, eu sou às vezes!
Tão menina, nesse corpo de quase 30 anos… tão adolescente.
E eu sempre escolho os caras tão certinhos, tão inteligentes, tão cultos, tão cheio de poses e pampas… e estes sempre me decepcionam!
E eu escrevo isso rindo… sério! Rindo das minhas peripécias amorosas!
Por razões óbvias, não irei fazer uma retrospectiva dos meus últimos relacionamentos, mas garanto que foram todos engraçados, tensos e estranhos!
Acho que lá no fundo, eu viciei em viver dessa maneira, me relacionando com pessoas esquisitas e problemáticas, porque de verdade não penso na menor possibilidade de perder minha liberdade, de ter que compartilhar meu espaço e meu dia-a-dia, de dar satisfações. E isso parece muito confuso para alguém que fala tanto sobre o amor e gosta tanto de se sentir especial pra alguém. Mas é isso. Vício amoroso. Quero o que não posso ter, porque eu de verdade também não quero, porque me canso muito rápido de tudo, de rotinas, de acordar na mesma posição, de atender as mesmas ligações, e o ‘mesmo’ sempre e todo dia, me adoece.
A independência e um casamento falido me deixaram assim. Fria e realista.
Até demais.

Sei lá, quem sabe não escrevo isso hoje para daqui uns dias poder me desmentir?
E dizer que eu estava muito enganada.
Que eu sou a mulher mais mulherzinha, romântica, atenciosa e amorosa desse mundo, e que eu encontrei alguém que consiga amar novamente, que não seja louco e nem tenha traços psicóticos, ou alienações religiosas, sincero o suficiente e REAL?
Quem sabe?
Serei humilde pra vir aqui e consertar cada palavra desse texto. rs*
Mas os cravos nos meus pés me fazem ter certeza que isso não irá acontecer!
Quer saber?
As fotos serão apagadas em 1, 2, 3… segundos!

ERA uma procura por mim mesma. Era.

Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star. Uma coisa meio Dave Grohl. Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo foda. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é diferente). Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez. Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas. Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, caramba! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido. Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrão. Amor é reconstrução.É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios. Demorei anos pra concordar com meu querido Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”. Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio! Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar – ah, o amor! – AMAR É PUNK.

Fernanda Mello

O que Santo Antônio não fez, São Pedro faz com excelência!

“Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.”

Fernando Pessoa

;]

Um tiquinho de paz

A verdade é que dias de calma, paz… são raros.
E, esta vida passa muito rápido.
Pra quê tantos porquês? Indecisões? Angústia.
Hoje, tive um dia bom.
E quando olho pra dentro, o que me interessa é só o que me sustenta e equilibra.
A Verdade. A minha.
Amanhã, será um novo dia.
Mas amanhã, ah! Amanhã! A manhã, trará o sol mais quente e delicioso de todos os tempos, e trará toda a manha e esperança de que eu preciso.
E depois, é só continuar.
Adiante!
É logo ali…
Ali na frente!

“Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa…”

Elis Regina

Segunda-feira cinza

 

“[...] todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível.
Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.
Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros.
Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz.
Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles.
E todos os dias eles se perguntam o que fazer.
E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.”

TB

 

Nada foi por acaso, além do acaso que nos fez topar naquele domingo solitário e naquele lugar ridículo.
Mas mais ridícula eu me sinto, quando vejo o tanto que tenho aqui ainda. Do sorriso, do cheiro, da saudade que sempre foi antecipada e, todos os detalhes que envolveu essa relação.
Só Deus sabe o quanto eu seria capaz de amá-lo se o permitisse.
Mas que importa?
Do beijo, do abraço, do carinho, do sexo sobra tanta falta.
Ok. Eu sei que em um dia desses qualquer, em uma esquina, ou um bar, ou clube, seja lá onde for, eu vou conhecer outra pessoa, me apaixonar por ela e começar tudo de novo.
E, eu estou cansada de começos, de novos. O novo é tão igual: ele irá se encantar por mim, pois nunca viu em sua vida uma mulher tão cheia de adjetivos antes, tão sincera, tão livre, tão determinada, e todo o blá blá blá que eu sei a meu respeito. Cansei de ser tanto, e não me encaixar exatamente ao coração dos que eu acabo me apaixonando.
Escolhas erradas? Não sei.
Mas o que eu quero HOJE é o que ficou há uns dias atrás, quero desejo igualmente à confiança, quero o amor igualmente à lealdade, quero você [só] pra mim. Mas querer não é poder, atitude sim, e por mais que eu veja daqui o quanto algumas coisas não o fará bem e feliz, é necessário que haja um teste empírico, para mostrar como ‘resultado científico’ o que eu já sei de olhos fechados, o que o senso comum me ensinou… Enfim, isso não é tudo e tudo se torna muito pouco diante do que eu seria capaz de expressar. Mas expressar  para quem mesmo?

Para quê?

Quem me escuta?

Quem me lê?

Sorte a nós, a nossas escolhas, ao nosso presente, ao nosso futuro… porque do passado, passou.

Obrigada! Thank you! Gracias! Merci!

Se eu pudesse dar uma palavra à minha vida HOJE ela seria: GRATIDÃO.
Tenho mais do que preciso e mereço.
Tenho um pai, que apesar do estado de saúde crítico, luta muito pela vida, e sempre nos ensinou com suas atitudes como ser GRANDE.
Tenho uma mãe, que tem a maior fé do mundo, que me acolhe com suas palavras doces, assim como seu cafezinho de todas as manhãs que misturado a seu amor, fazem dos meu dia-a-dia melhor.
Tenho um irmão lindo, alegre, paizão, que consegue ser meu melhor amigo, e ainda morrer de ciumes de mim, mesmo os dois já terem passado a linha dos 25 aninhos…
Tenho um sobrinho super inteligente, lindo, carinhoso que me chama de ‘titia Núbia’!
Tenho o melhor presente que alguém pode ganhar como herança nessa vida, que é minha filha, que me enche de alegria todos os dias, de orgulho, e principalmente agora que está com 9 anos, mocinha, inteligente, tão companheira, dedicada aos estudos, geniosa.
Tenho amigos.
Tenho um trabalho.
Tenho amor.
Paz.
Alegria.
DEUS.
Tenho saúde.
Fé.

Tenho isso tudo.
Não existe nenhuma outra palavra que surge em meu coração, quando olho pra trás, para os passinhos que dei, do que MUITO GRATA.
E é assim que inicio meu ano:
Agradecida a Deus por tudo que possuo, por tudo que ‘perdi’, por tudo o que ganhei, pelas pessoas que conheci, por todas que de alguma forma passaram e passarão em minha vida, porque elas me ensinaram e ensinarão muito e sobre várias coisas.
Agradeço pela vida, e por poder abrir os olhos todas as manhãs e ver o sol.
Agradeço pela certeza de um amanhã, mas agradeço ainda mais por hoje, por ter essa percepção, por saber que tudo o que tenho, sou e o que vier a ser, serão com toda certeza para o meu bem.

Obrigada, porque um dia me amou, me chamou, me aceitou e curou e, me deu um lugar de muita honra à mesa.

Obrigada. Obrigada. Obrigada!

:)

Por precaução. . .

Eu entrei por essas portas tantas e tantas vezes.
Tive momentos em que me senti explodir.
Mas para aquela que me observa cá dentro, eu não quis expor um orgulho forjado e forçado para simplesmente maltratá-la com rudes palavras. Ela não merece tanto e tão mesquinho sentimento que machuca e dói demais.
E por me oprimir, senti algumas vezes o gosto agridoce que insistia e insiste de quando em vez, sair da minha alma a cada vez que lembro.
Sou uma tola que insiste em acreditar, que insiste na fé, que insiste na alegria, em dias de sol e na nobreza de sentimentos…
É tolo tanto otimismo?
É tolo se desesperar?
É tolo quem passa por essa vida e não valoriza seus presentes presente.
Mas HOJE apesar de tola, sou tão pequena quanto quem me observa.
Me sinto fatigada.
Exaurida.
Pouco triste.
Decepcionada com minha pessoa. Logo eu, tão perfeccionista. Mulher.
Mas apesar de… prometo não desistir do que acredito. Prometo a mim mesma maior fidelidade. Prometo ser um pouco mais egoísta.
E quem sabe assim não me despirei dessa dor, que trás um crepúsculo quando na verdade o que se mostra é o espetáculo da aurora?
Mas preste atenção!
Do que foi escrito, pelo perigo que essas linhas me trás, que elas fiquem cá entre nós, e que estes mesmo nós não se desatem até a próxima vez que eu voltar a abrir novamente estas portas.
Prometo também como honra, trazer boas novas!
Promessas são dívidas…
Pagarei!

“Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto, e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Nesse vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tenho medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras – quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.” CL

Tradução.