Quando estamos prestes a casar idealizamos a família perfeita, ter filhos, e vivermos felizes para sempre. No entanto, uma realidade egoísta está cada vez mais perto de nós, e tem crescido absurdamente que é o tão famoso divórcio. Mas como sempre falo, apesar de não ser favorável à separação, é que ninguém é obrigado a viver infeliz ao nosso lado. No entanto, terminar um casamento é sempre uma história complicada. Por experiência própria, inicialmente a dor e a mágoa sempre estão presentes e, principalmente, quando há filhos envolvendo o precesso a situação se torna muito delicada. O ideal seria que o término da relação acontecesse sem brigas. Mas, quase sempre, o clima passional predomina. E, nas discussões, os pequenos acabam ouvindo o que não querem: que papai e mamãe não vão mais morar juntos. E eles? Para onde vão? Será que são o motivo de tanta confusão? As cabecinhas ficam confusas, as vezes achando até que são o motivo da separação. Os profissionais de psicologia sempre alertam, que caso a separação seja realmente inevitável, é importante conversar logo com as crianças para que não se sintam inseguras.
O diálogo deve ser de tranquilidade, num ambiente calmo, mostrando que não estão satisfeitos com a situação, sabem que o ideal para a criança seria ficarem juntos, mas que tal não é possível. A conversa deve ser centrada na criança e não nos pais, e sempre sempre reassegurar o amor pelo filho. É importante para os pequenos que sintam que os pais vão continuar a ser pais, a estar presentes ao seu lado para a ajudar e amar.
É natural que as crianças façam perguntas, e como fazem! Querem saber porquê, quando, como. As respostas devem ser dadas tendo em conta o grau de desenvolvimento e sempre de uma forma clara. Nada de meias palavras. Eles sempre querem ouvir a verdade, mas diga de uma forma que não a assuste. Ela não precisa conhecer ‘todos’ os detalhes.
Como mãe divorciada, e portando a ‘guarda’ da minha filha, diante da separação e em todas as situações optei por sempre ser verdadeira e sincera, falando de acordo com o que ela podia entender, firmando uma cumplicidade. E é muito gratificante ouví-la dizer diante de alguns fatos: ‘minha mãe falou e, ela não mente pra mim!’.
Importante pra mim ler textos como o seu, pois estou passando por essa situação inicial da separação, e minha filha hoja se pôs a chorar na escolinha, meu coração está partido e vim buscar como falar da melhor maneira com ela para que se sinta segura sempre. Obrigada Edinalva