2:45 da manhã. Madrugada. Vários pensamentos me ocorrem. Confusos. Nada muito organizado. Me calo a tudo. Tento entender o que se passou, o que ouvi. Está tudo muito claro e tudo muito escuro. Nada incerto, e a certeza do novo lateja meu coração. Me sinto diferente. Inquieta talvez… calma demais. O que aconteceu? Me pergunto. Eu quero saber… eu sei. Acho. Sim, eu ouvi: ‘ouça os sinos tocando…’, e entendo que quando os sinos tocam, são para anunciar algo. E, eu escutei os sons que saíam dos teus olhos. Foram os mais doces e sutis que já pude ouvir. Mesmo! E, sinceramente, me surpreendi mais uma vez ao olhar ao nosso redor, os sinais, a música, “meus olhos ilegais” entregando aquilo que meus lábios teimam em não confessar.
Eu me rendo… ao acaso, à gentileza, ao carinho, e à você que tem conseguido eternizar em mim, cada segundo ao seu lado.
Eu só sei que eu quero você pertinho de mim. Eu quero…
“- Deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente…”