Por precaução. . .

Eu entrei por essas portas tantas e tantas vezes.
Tive momentos em que me senti explodir.
Mas para aquela que me observa cá dentro, eu não quis expor um orgulho forjado e forçado para simplesmente maltratá-la com rudes palavras. Ela não merece tanto e tão mesquinho sentimento que machuca e dói demais.
E por me oprimir, senti algumas vezes o gosto agridoce que insistia e insiste de quando em vez, sair da minha alma a cada vez que lembro.
Sou uma tola que insiste em acreditar, que insiste na fé, que insiste na alegria, em dias de sol e na nobreza de sentimentos…
É tolo tanto otimismo?
É tolo se desesperar?
É tolo quem passa por essa vida e não valoriza seus presentes presente.
Mas HOJE apesar de tola, sou tão pequena quanto quem me observa.
Me sinto fatigada.
Exaurida.
Pouco triste.
Decepcionada com minha pessoa. Logo eu, tão perfeccionista. Mulher.
Mas apesar de… prometo não desistir do que acredito. Prometo a mim mesma maior fidelidade. Prometo ser um pouco mais egoísta.
E quem sabe assim não me despirei dessa dor, que trás um crepúsculo quando na verdade o que se mostra é o espetáculo da aurora?
Mas preste atenção!
Do que foi escrito, pelo perigo que essas linhas me trás, que elas fiquem cá entre nós, e que estes mesmo nós não se desatem até a próxima vez que eu voltar a abrir novamente estas portas.
Prometo também como honra, trazer boas novas!
Promessas são dívidas…
Pagarei!

“Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto, e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Nesse vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tenho medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras – quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.” CL

Tradução.

 

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