Então, que já tinha alguns dias que a minha vontade era quase que incontrolável para encontrá-lo, e quando eu quero, eu faço. Daí comecei a me aproximar devagarzinho, e pude perceber que o orgulho latente, já está muito pequeno em mim. Dei o primeiro passo, me aproximei dele, e nós dois demos a entender a vontade de nos vermos. E isso se deu, mais por iniciativa minha.
Não me atrasei, ele sim, e eu estava sem expectativas. Fui encontrar com um amigo querido, e só, o que já era muito. Não fui atrás de beijos, de sexo, de carinho. Mas confesso que adoraria encostar minha cabeça em seus ombros e descansar.
Um abraço muito apertado de 1 minuto se deu quando nos vimos, um cheiro gostoso e já conhecido no cangote e a camisa azul marinho que eu o havia presenteado. Meu coração sorriu. E eu não sabia o que tinha ido fazer ali. Não? Sabia sim. Eu sabia, e ele perguntou… óbvio que eu não me declarei, mas a vontade que eu tinha era de agarrar seus ombros e dizer: ‘Eu te entendo, perfeitamente. E por entender tanto é que vim. Eu me dei uma chance de te ver, porque sentia tanta saudade que mal consegui suportar domingo, segunda e ontem, porque nos dias que se passaram eu pensei tanto em você, desejei ouvir sua voz, e matava essa saudade vendo suas fotos. Eu vim porque acredito que em algum momento eu me apaixonei por você, e senti meu coração subir pela garganta. Por isso, e por mais, muito mais por mim. Porque sou egoísta e me dei o direito de olhar seus olhos mais uma vez.’, mas ao contrário disso, dei um sorriso de canto de boca e inventei qualquer papo de alguém que ainda é orgulhoso e que jamais se dá por vencido.
Ele não merece tanto, pensei. Já estou aqui, e isso é muito pra ele que pisou na minha bola.
Não toquei em passados.
Não quis reviver histórias e ouvir argumentos tão taxativos.
Quis ver se eu poderia manter esse sentimento, se valia a pena tanta energia cerebral gasta, se valia a pena.
Em alguns momentos, eu pensei em sair correndo e sumir.
Aquilo vai voltar tudo outra vez. Vai sim, se eu quiser e permitir.
E eu, o que quero?
…
Dias quentes, passeio no parque, espetinho de boteco, salada de broto de feijão, beijo na barriga, esperar por quartas, sextas e domingos.
…
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Feb.9,2012


Núbia .lendo-te tenho a perfeita sensação de acompanhar uma história,um livro qualquer,desses que contam histórias de outros e que a gente adora fazer parte.Ser parte.As suas palavras me fizeram pensar: :
- onde se deve procurar a liberdade é nos sentimentos. Esses é que são a essência viva da alma.Um beijo linda.
Dizem que o bom autor faz exatamente isso, chamar o leitor, criar empatia de tal forma que o leitor se sinta parte (de alguma forma) dessa história. E eu escrevo com exagerados e absurdos sentimentos, descrevendo um pouco daquilo que u vivencio. Acho que estou no caminho.
Grande Beijo.