Category : Acontece Comigo!

Quando não se tem assunto

Um velho amigo…

- Olá, quanto tempo!
- Oi amigo. Tudo bem?!
- Tudo sim! E as novidades? Como está indo sua nenêm?
- Minha nenêm já é uma moça de quase 10 anos! E o seu?
- Está enorme também! Quem diria que nós chegaríamos aonde chegamos né?
- É. Mas é a ordem natural das coisas!
- E aí, já casou de novo?
- Não.
- Por quê?
- Porque não, e não tem justificativa.
- É um direito de resposta seu.
- :)

Porrannn, eu sei que hoje estou chata pácaralho, mas que merda é essa de todo mundo achar que porque eu fui casada uma vez, eu preciso casar de novo?

Oi?

¬¬

Obrigada! Thank you! Gracias! Merci!

Se eu pudesse dar uma palavra à minha vida HOJE ela seria: GRATIDÃO.
Tenho mais do que preciso e mereço.
Tenho um pai, que apesar do estado de saúde crítico, luta muito pela vida, e sempre nos ensinou com suas atitudes como ser GRANDE.
Tenho uma mãe, que tem a maior fé do mundo, que me acolhe com suas palavras doces, assim como seu cafezinho de todas as manhãs que misturado a seu amor, fazem dos meu dia-a-dia melhor.
Tenho um irmão lindo, alegre, paizão, que consegue ser meu melhor amigo, e ainda morrer de ciumes de mim, mesmo os dois já terem passado a linha dos 25 aninhos…
Tenho um sobrinho super inteligente, lindo, carinhoso que me chama de ‘titia Núbia’!
Tenho o melhor presente que alguém pode ganhar como herança nessa vida, que é minha filha, que me enche de alegria todos os dias, de orgulho, e principalmente agora que está com 9 anos, mocinha, inteligente, tão companheira, dedicada aos estudos, geniosa.
Tenho amigos.
Tenho um trabalho.
Tenho amor.
Paz.
Alegria.
DEUS.
Tenho saúde.
Fé.

Tenho isso tudo.
Não existe nenhuma outra palavra que surge em meu coração, quando olho pra trás, para os passinhos que dei, do que MUITO GRATA.
E é assim que inicio meu ano:
Agradecida a Deus por tudo que possuo, por tudo que ‘perdi’, por tudo o que ganhei, pelas pessoas que conheci, por todas que de alguma forma passaram e passarão em minha vida, porque elas me ensinaram e ensinarão muito e sobre várias coisas.
Agradeço pela vida, e por poder abrir os olhos todas as manhãs e ver o sol.
Agradeço pela certeza de um amanhã, mas agradeço ainda mais por hoje, por ter essa percepção, por saber que tudo o que tenho, sou e o que vier a ser, serão com toda certeza para o meu bem.

Obrigada, porque um dia me amou, me chamou, me aceitou e curou e, me deu um lugar de muita honra à mesa.

Obrigada. Obrigada. Obrigada!

:)

Libertè

- Ela é tão livre que um dia será presa.
– Presa por quê?
– Por excesso de liberdade.
– Mas essa liberdade é inocente?
– É. Até mesmo ingênua.
– Então por que a prisão?
– Porque a liberdade ofende.

Clarice Lispector

Do Ar, da água e… de quem mais?

Quando estão amando (veja bem, eu disse A-MAN-DO mesmo) são extremamente fiéis. Compensando sua dedicação, é dotada de um alheamento e falta de emoção em relação às pessoas, que é de se apostar todas as suas fichas como ela não está tão afim de você. Mas ela está. Basta deixar que ela se envolva com sua deliciosa lista de 6 bilhões de assuntos que ela precisa pesquisar e descobrir. Bem como seus outros 6 bilhões de amigos (um em cada canto do universo). O maior erro que você poderia cometer na sua vida seria amarrar os pés das discípulas do vento, ao pé de uma cama.
Acostume-se. Passe a encarar com naturalidade o fato de que ela pratica capoeira, lê livros em cima da árvore (não embaixo), e decide passar as férias trabalhando como voluntária da Cruz Vermelha. Lembra quando você a viu na TV amarrada na árvore que iam derrubar? Pois então. Ela é a única por onde passa a idéia de perseguir uma estrela cadente, enquanto todos os outros estão concentrados em realizar pedidos.
Insistem e precisam ser livres. No entanto, a pessoa que a aceita, bem como seus valores e termos, terá sua profunda admiração e devotamento. Ela sabe que não é fácil.
Devo dizer que paixão realmente não é o forte delas. E quando isso ocorre elas escolheram o alvo a dedo. Mas no fim da história, ela sofre de um medo secreto de se apaixonar demasiadamente por alguém e acabar negligenciando o mundo e todas as outras pessoas que ‘precisam’ dela, e vice-versa.
Seu temperamento, bem como o amor que dedica, é definidamente impessoal. Ama mais a humaninade do que o ser humano. Então elas não demonstram o que estão sentindo muito facilmente. As palavras com as quais elas expressam o seu amor são frustrantemente limitadas. Ela pode ser como um flamingo posudo e elegante nas mais diversas situações, mas em matéria de amor ela se transforma num ogro estabanado.
É dificil, eu sei. Mas se você está apaixonado por uma mulher dessas há de reconhecer: nunca você acreditou tanto em mágica como acredita agora! É nítido como elas realmente se destacam, não pelo brilho, pelo sucesso ou pelo apelo irresistível das mulheres ‘comuns’. Essas mulheres são a cereja do bolo e, simplesmente porque elas não fazem parte daquele lugar, e ponto!
Ela é internacional, onde quer que ela esteja.
Não é ótimo? Você pode ter um produto importado, que prevê o futuro, sabe de tudo que está acontecendo e que ainda te ama nos dias em que você se sente menos amado. Tudo isso pelo preço de você não ser tão conservador e reservar sempre uma boa mente aberta.
Eu queria. Você não?

Vi esse texto hoje, perambulando pelas redes sociais e sinceramente: achei incrível! Se intitula “Mulher de Aquário”, e me descreveu tão bem que quase foi uma autobiografia! hehehehe
Fiel, amável, simpática, doce e preocupada em salvar o mundo, nem que este mundo, seja o de uma pessoa! Me chamou a atenção também o fato do ‘desinteresse’ em relação ao outro! kkkkk Porque realmente é assim! Mas me dêem uma obrigação que me leve a usar a curiosidade ou me envolvam com sua vida ou me levem ao seu mundo, que vão alcançar algo bem profundo, quase que o inatingível, e deve ser por isso que poucos possuem o MUITO de mim!
Já cansei de ouvir um adjetivo que me incomodou por um bom tempo: ‘você é diferente.”


Me olhava no ‘espelho’ e achava que as pessoas me enxergava com 4 olhos, ou 2 narizes, ou alguém com uma deficiência rara. Não gostava de ser diferente. Até que realmente comecei a me observar, e ver que realmente eu tinha dotes especiais, e uma sensibilidade exagerada que muitos não tinham. Por exemplo, alguém que eu nunca havia visto era capaz de contar sua vida inteira pra mim, em apenas 5 minutos de conversa,  ou outras se ‘encantavam’ por mim, com muita facilidade, o que também me irritava. Por que confundir simpatia com ‘facilidades’? Então, meio que aprendi a levar e ‘aproveitar’ dessas qualidades trazendo e filtrando o que de fato era bom pra minha vida. Ajudando a salvar tudo, do meu jeito e da minha forma: organizando uma vaquinha de R$ 1,00, numa empresa que tinha apenas em meu bloco umas 700 pessoas, simplesmente pra ajudar a ‘tia’ da limpeza pois a tinha visto chorar escondido de fome na hora do almoço, porque em sua casa já tinha 3 semanas que não tinha gás. E sim, teve sucesso essa ação! Compramos o gás de cozinha, compras para o mês e etc, ou às vezes, SER simplesmente ouvido, colo, ENXUGAR lágrimas ou CHORAR junto, IR ao encontro, SENDO verbo imperativo sempre e sempre! Sendo chata quase o tempo todo, por quem gosta de alguém que fala a verdade, e é sincero e fala tudo que pensa quase o tempo inteiro? rs*

É, esta sou eu! E, me pego a pensar se toda mulher de “aquários” realmente é assim? Será?! Não acredito em signos, mas em Deus e, este me dotou de características bem bacanas! ADORO!

 

:)

 

 

Uma saga: Como emagreci 37 kg?

Oi pessoas!

Eu relutei internamente (sério!), pra escrever esse post. Digo-vos…
Há algum tempo, eu contei pra vocês aqui que tinha começado um tratamento super natural em um programa chamado “Coma e Emagreça”, que se resume à reeducação alimentar, aliada à acupuntura (auriculoterapia).
Fui indicada por uma amiga que também tinha perdido muito peso, e estava muito bem. Por que não tentar, não é mesmo? Já que sozinha, é muito difícil perder.
Logo de início ao tratamento, comecei com a atividade física, pois sabia que pra minha meta, que na época era perder aproximados 25 kg, era super importante. Afinal, 25 kg é um valor considerável! Ô, se é! E, algumas ‘coisinhas’ iriam cair obviamente.
Ajudei meu metabolismo, acelerando funcionalmente a carga aeróbica, aliada à musculação, sempre com ótimos profissionais me auxiliando nos treinos.
Na primeira semana, surpreendentemente perdi 4,5 kg. Uns 5 meses depois, estava com 13 kg a menos. E assim por diante, gradualmente, cada 100, 200 gr perdida semanalmente era celebrado, pois significava que eu estava respondendo significativamente ao tratamento.
Quando havia perdido aproximados 21 kg, o que já era muito e eu estava quaaaaaase lá, o metabolismo estagnou. Ficou preguiçoso. Não respondia mais à alimentação balanceada e nem às atividades físicas. Parei de emagrecer, não perdia nenhum grama sequer na balança. E isso se deu por quase um ano. E eu cheguei a falar pra nutricionista que eu iria parar com o tratamento já que não estava mais surtindo efeito, e ela pacientemente, insistiu que eu não desistisse. Não desisti, mas perder peso que era bom, nada!
Quem me conhece, sabe que eu sou uma pessoa obstinada e determinada. Quando quero algo, eu quero, e pronto. Vou até o fim do mundo, mas consigo. Isso é fato. E minha meta deveria ser alcançada! Resolvi então, ajudar meu corpo sedutor a acelerar o metabolismo de uma outra forma que foi válida e deu muito certo! Fui ao médico. Expliquei a situação, e ele passou uma medicação que auxiliou o aceleramento do bendito metabolismo! E foi divino, de Deus e todos os adjetivos que eu puder dar à medicação, darei! Porque ele foi e é uma benção! Masssssssssssssssss… prestenção colegaaaa! Continuei com a nutricionista e auriculoterapia. E, nem adianta querer saber o que eu tomei, porque por razões óbvias, e por não ser nenhuma profissional da saúde, não poderei mencionar e nem receitar nada. Okey?
Resumindo a ópera, quase 3 anos depois do início do tratamento, foram-se embora 37 kg. Yeah! TRINTA E SETE!!
37 kg em 3 anos. E, não foi da noite para o dia, mas comendo de 3 em 3 horas, porque meu celular desperta para me lembrar disso (sim, eu sou neurótica!), fazendo atividade física com o tempo que eu não tenho, mas faço ter, porque eu malho 1 hora por dia, TODOS os dias, parei com o álcool, enfim. Mudei os hábitos e, os mudei radicalmente.
E, não adianta mentir, eu confesso: não era feliz gordinha. Com todo o respeito a quem curte ser do jeito que é. E, esse texto não é nenhuma apologia ao emagrecimento, e deixo claro que também não tenho nenhum transtorno alimentar, tipo bulimia ou aneroxia. Mas sim, tinha compulsão à abrir a geladeira toda hora e comer muito não tendo fome, sofria de muita ansiedade que não acredito ter cura, mas pode e deve ser trabalhada, e eu faço isso diariamente de acordo com a loucura que é minha vida, rotina, principalmente quando se é mãe, trabalha MUITO integralmente, estuda à noite, etc.
Eu não era feliz gorda. Eu não era feliz, quando ía a uma loja e nada servia em mim. Não era feliz com a situação, e ponto final. E só tinha alguém que podia mudar isso: eu mesma! E, coloquei em prática minha força de vontade.
Foi fácil? Não mesmo!
Corria de festas de crianças, churrascos, aniversários, e tudo que se resumia à comes e bebes. Fiquei careta? Não! Hoje, já consigo sair mais tranquilamente, me divertir, e fazer tudo o que uma pessoa comum faz, tomando suco e, muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita água, e evito os lights, e zeros da vida, porque retém muito líquido. #dica
Entrei há duas semanas na manutenção, e me sinto felicíssima, mesmo perdendo quase que um armário inteirinho de roupas. Algumas eu mandarei ajustar, outras, repassarei. Mas foi impagável experimentar uma calça semana passada e a numeração 38 ficar larga, e a 36 ficar perfeita!
Eu quase chorei na frente da vendedora! hahahaha
Sabe quando eu vesti uma calça 36? Antes de engravidar, na adolescência, e isso há uns 12 anos.

Obviamente, ultrapassei um pouco mais minha meta, mas nada fora do normal e eu prefiro ficar numa margem de peso em que eu me sinta segura, se ganhar alguma coisinha aqui e ali, posso voltar a perder com mais facilidade!
Gente, só quem já foi gordo, entende essas coisas…
Pelo momento, não posso mais perder peso! Agora, é trabalhar massa corporal, com foco na definição muscular. Endurecer algumas coisinhas, né? rs*

E vamos ao mais esperado… tchan, tchan, tchan!

Me sinto mal de verdade em reconhecer que eu era desse jeito nas fotos, e ainda bem que tenho provas disso! Porque quando eu conto que perdi 37 kg, ninguém acredita. Mas me sinto absurdamente feliz e orgulhosa, não só por estar MAGRA, mas por ter alcançado um dos meus objetivos! Considere 1,65 minha altura. Certo?

Tudo é possível, basta colocar em prática o querer! Chavão, mas é absolutamente certo.

:)

(clique nas fotos para ampliar a imagem)

ANTES:

90 kg (exatamente!) 

(sim, sou eu!) ¬¬

DEPOIS:

52 kg (foto tirada no último sábado 26/11/11).

Ok, ok… O resultado é fantástico! E eu vos garanto que AINDA não fiz nenhum método cirúrgico, mas não minto que QUERO peitos novos, e dar um ‘up’ na barriga! Até mesmo pela maternidade, que atua nessas duas áreas e nunca mais torna a mulher a mesma. Gostaria muito que pudesse fazer esses procedimentos esse ano ainda, mas não terei férias e os dias necessários pra recuperação, mas é uma meta para 2012!

Obs:

Ninguém é gordo porque quer. Eu acredito que há sempre um desencadeador emocional por trás disso, a hereditariedade, que TODA a minha família tem essa puta tendência, que aliada à preguiça e ao prazer de comer, torna o indivíduo num ser fora dos padrões saudáveis, e eu serei boazinha e considerarei apenas o lado ‘saúde’.

Mas convenhamos: comer é bom pra kct! Invejo os magros por natureza. Os invejo na academia. Confesso. Tem nada melhor que comer, não gente! Aliás… pensando bem, tem sim! rs*

Inté!

:*

Como se nasce uma Lótus?

“Considero muito reconfortante a resistência do Augusteum, o fato de essa estrutura ter tido uma história tão atribulada e, mesmo assim, ter sempre conseguido se ajustar à loucura específica de cada época. Para mim, o Augusteum é como alguém que levou uma vida totalmente louca – alguém que talvez tenha começado como dona de casa, depois inesperadamente ficado viúva, em seguida virado dançarina para ganhar dinheiro, de alguma forma tenha se tornado a primeira dentista mulher do espaço sideral, e depois tentado a sorte na política – e que, mesmo assim, conseguiu manter intacta a consciência de si próprio durante cada reviravolta.
Olho para o Augusteum e penso que, no final das contas, talvez a minha vida na verdade não tenha sido tão caótica assim. É apenas este mundo que é caótico e nos traz mudanças que ninguém poderia ter previsto. O Augusteum me alerta para eu não me apegar a nenhuma idéia inútil sobre quem sou, o que represento, a quem pertenço ou que função eu poderia ter sido criada para executar. Sim, eu ontem posso ter sido um glorioso monumento a alguém – mas amanhã posso virar um depósito de fogos de artifício. Até mesmo na Cidade Eterna (Roma), diz o silencioso Augusteum, é preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação.”

Li isso nesse fim de semana prolongado e, óbvio me vi nessa analogia. Desde quando nasci, minha vida está naturalmente em constantes mudanças. Primeira infância, idade escolar, puberdade, me vi adolescente e com um monte de interrogações mentais, doente, até que me descobri cristã, amando Jesus mais do que nunca, e o que Ele fez na minha vida, que foi um verdadeiro milagre. Me vi na fase de começar a flertar, 17/18 anos (sim, eu comecei a fazer isso um pouco tarde para o parâmetro atual), achei que tinha descoberto o homem da minha vida aos 19, um amigo de adolescência, muito erudito, músico, universitário, ou seja, para uma mocinha cheia de planos, ele era um partidão, o melhor dentre seus pretendentes, e ele quis me namorar, e apesar de querer muito, eu hesitei a pensar sobre isso alguns dias, até dizer sim. Namoramos sério, noivamos e nos casamos. Um ano e meio, talvez tenha durado todo esse processo, até o casório. Pouco tempo, mas eu o conhecia desde os 14 anos e, pensava que conhecia demais. Me casei com meu primeiro namorado e homem. E eu considerava isso muito importante, pois eram valores que eu prezava, e poderia levar pra eternidade.
Nossa filha veio um tempo depois sem planejarmos, mas preencheu nossos corações, o nosso lar, e a nossa sala com seus brinquedinhos sempre espalhados pelo tapete. Linda, feliz e sorridente. E eu agradecia tanto à Deus por viver àquela maneira, por ter uma ‘família’ linda, por ser tão fiel à ela, e tão cega para as coisas do ‘mundo’. Éramos o casal perfeito: não brigávamos, frequentávamos a casa dos amigos, tínhamos uma vida devocional e éramos exemplos pra muitos. Só que em algum momento, eu me perdi. Via e sentia isso. Vi que eu era tão meu marido, que eu nem sabia mais quem eu era, meus infinitos sonhos, minha profissão, minha identidade, eu. Cadê eu?
E o casamento, alguns anos depois não estava bem. Por mais que eu fingisse que estava, não, não estava. Ele havia mudado muito, não era mais aquele homem devoto à família, não ligava mais durante o dia pra saber se eu estava precisando de algo, ou se nossa pequena estava bem, e eu fui me tornando extremamente carente. Casada, só e carente. Casada, carente e solitária, e por várias vezes ouvi palavras tão duras, rudes e tão pobres que jamais ousaria repetí-las. Palavras tão doídas vindas de alguém que eu entreguei o meu ‘EU’.
Mas, quem eu era?
Sinceramente, eu não sabia até ouvir: ‘Não ligo pra você há algum tempo, não me importo com nosso casamento falido, e isso está muito nítido. Não quero mais essa vida. Não te amo mais e, eu preciso de um tempo.’
Tempo?
Era mais ou menos 2 horas da manhã, de uma madrugada de fevereiro.
Há alguns meses, já não dormia mais, nem conseguia, vivi meses de extrema ansiedade, e depressão. Sozinha. Noites e noites em claro, pensando, pensando e pensando. Perdida. Essa é a palavra. O que fazer diante da imagem que passávamos de casal perfeito? Como acabar com isso de um dia para o outro? E a nossa filha que tinha apenas 4 anos? E tudo o que ele pregava sobre filhos de pais separados? Sobre casais que divorciaram? E a Igreja? E os amigos? E nossas famílias? E as promessas que fizemos de ‘até que a morte nos separe’, e o compromisso de honrar? E todo peso religioso que eu ía carregar? O que eu ía fazer, porque eu não trabalhava, porque ele não permitia, pois segundo ele ‘quem cria os filhos são pais e mães presentes’? Mãe solteira, eu? D-I-V-O-R-C-I-A-D-A! Essa palavra pesava 200 toneladas na minha mente.
Achei que fosse pirar. Ele havia decidido ir embora. Já era definitivo. Mas não saía, e enrolou sua saída até quando pôde e, esperar esse fim de uma vez por todas, me adoecia mais a cada dia. Não dormia mais na mesma cama que ele. Não trocávamos bons dias, boas tardes ou boas noites. Nada. E ficamos assim durante uns meses, até tomar uma dose coragem e um resgate comovente de amor próprio preparei tudo na manhã do feriado de Tiradentes, arrumei cautelosamente todas as coisas dele, enquanto ele dormia, até que…
- O que você está fazendo?
- Te ajudando.
- Como assim?
- Você não decidiu sair de casa? Tem certeza disso? (eu ainda perguntei umas 5x, torcendo pra que numa dessas respostas, ele se arrependesse).
E, sim foram as 5 respostas às minhas 5 perguntas.
- Então, isso irá acontecer hoje. Respondi. Só dei um incentivo. Está tudo pronto e encaixotado, e se quiser, pode rever se esqueci de algo.
Sem falar nada, nem ele, nem eu, peguei a pequena filha e a poupei daquela cena. Fui pra casa da minha mãe, que morava perto, entreguei a cria pra ela e corri para o banheiro. Sentada no chão daquele lugar frio, eu tentava sufocar meu choro com uma toalha, e fiquei ali por algumas horas, infinitas horas, esperando que aquilo fosse um pesadelo e que eu acordaria a qualquer momento.
Mas não era.
Foi a dor mais doída que já havia sentido: o fim do amor que ainda era vivo em mim.
O fim de muitos sonhos, o fim de grandes expectativas, o fim de ver minha filha crescendo e convivendo ao lado dele, e se orgulhando de seu pai. Não era justo. Já que ele decidiu sozinho, sem me dar ao menos uma chance de rever o que possivelmente fiz de errado. Não era justo ter como recompensa um divórcio, depois de tantas e inúmeras dificuldades que passamos juntos, mas felizes. O que tinha acontecido de verdade, já que estávamos começando a alçar vôos maiores? E o silêncio sempre foi resposta. Era o fim. O meu? Não sabia, com sinceridade. Mas tinha certeza de que poderia morrer a qualquer momento. E, por várias vezes me vi no colo da minha mãe, chorando as duas. Eu, pela decepção, ela pela dor de ver uma filha sofrendo tanto. Mas graças a Deus pelos pais. Eles são tudo! E vi, o quanto eles se importavam comigo, me carregaram no colo. Me confortaram. Enxugaram tantas lágrimas insistentes. E me ajudaram muito com amor, a mim e à minha pequena.
Aos poucos, e com o passar dos dias, os amigos e conhecidos em comum, me dava notícias de que ele estaria se relacionando com outra pessoa durante o casamento, fato que se confirmou quando ele a assumiu sem dó e piedade, ou respeito, ou qualquer outra palavra que caiba aqui, já no mesmo mês que saiu de casa.
Foram 6 meses, dias e noites chorados. Até que um dia me levantei e disse a mim mesma: “Chega!”.
Procurei emprego, voltei a estudar e comecei com a terapia, que se arrastou por longos 3 anos. Os anos, e o dinheiro melhores investidos na minha vida. O meu psicólogo, abaixo de Deus, família e amigos irmãos, foi o grande responsável para a sacudida e guinada que se deram.
E, eu ainda o amei por dois anos. Chorava de quando em vez, invejava sua pseudo felicidade, e não achava justo o que ele tinha feito, da forma que fez, como fez. E eu tinha esperanças remotas de que um dia ele se arrependesse. Sim, tinha. Mas do amor, aprendi a respeitar a decisão do outro, aprendi que amar também era abrir mão e deixar que ele se fosse, para vê-lo feliz. Parece masoquismo, mas não é. Amor só faz bem, quando está bom para os dois. Quando o fiel da balança está desajustado, um lado pende mais que o outro. E dói, porque as cargas são desiguais e as medidas diferentes.
Quase 5 anos depois,  ele me procurou pedindo perdão, dizendo que se pudesse voltar atrás, ele voltaria, que não sentia paz, que deveria ficar com quem realmente o amava… e um monte de ‘blá blá blá’ conhecido e bem comum de quem reconhece o peso e o valor do que perdeu. Perdeu mesmo e, pra sempre. Muita coisa havia mudado, eu muito mais.
E de verdade quero o melhor pra ele e sua família.
Hoje, sou outra. Por dentro e por fora. Tanto como SER, tanto sendo. Por fora, foram-se embora 34 kg. E, sim estou e me sinto linda! Agora, mais lindo ainda é a mudança interior. Cresci, amadureci, aprendi tanto sobre mim, reconheci minha força como ser humana, tenho sonhos, corro muito pra alcançá-los, sei o que quero, vou atrás e, consigo sempre. Sou forte, e MUITO sensível, apesar de parecer como primeira impressão a mulher mais inalcançável e inatingível do mundo, termino com excelência o que começo, seja o que for. E Deus me transformou em uma grande mulher, Ele que sempre foi e é presente na minha vida. Nada é por acaso. E só conseguimos entender depois que passa. Tudo é lição e aprendizado. Leva-se um tempo. Passou pra mim, e né por nada não, sofri pra caraaaalho! E, um dia acordei pela manhã procurando pelo amor e mágoa dentro do meu coração, e eles tinham ido embora. Eu havia alcançado o perdão! O que me deixou absurdamente feliz! Eu o perdoei. Sinceramente, perdoei. Me perdoei da culpa. Jamais serei perfeita, mas faço tudo o que posso, com o tempo que eu tenho pela minha filha e, sou muito grata a Deus porque ele virou meu ex-marido, mas continou sendo pai e deu à nossa filha um irmãozinho lindo, que ela ama tanto!
Não sei quais os planos de Deus para meu futuro. Sei dos meus, mas é Dele que vem a certeza, e a batida do martelo.
Não sou perfeita, enfatizo, e só por isso, sinto o amor, graça e perdão sendo derramados todos os dias sobre mim e os meus.
Quero alcançar o céu, não como em Babel, pra ser tão grande quanto Deus, quero alcançar o céu, no sentido de que ele seja o meu limite, e que todas as coisas estejam sob Seu controle. Quem poderá me impedir?

Um dia bem à flor da dor, me disseram que eu ajudaria a muitos com a experiência que tive. Juro que me emputeci ao ouvir aquilo, porque PQP, eu não queria era estar passando por aquela situação. Contudo, não sei se já ajudei, mas sou boa ouvinte, e uma sobrevivente de casamento e sonhos frustrados. Tudo é suportável, e possível para nos moldar, mesmo a traição quando se é muito fiel, mesmo a solidão de Natais e Anos Novos passados sozinha. Tudo passa e o tempo ainda é o melhor remédio. Um dia se ama de novo, e de novo, e de novo… até que encontramos alguém com poderes de super heróis, capazes de transformar um dia cinza ou uma noite de muito estresse, em momentos fabulosos. Eles sempre chegam na hora certa!
Há amor.
Há vida após a separação, divórcio, seja o que for.
Dá pra continuar sendo pai/mãe, mesmo vivendo em casas separadas.
Tudo se ajusta.
E, como eu sempre [orgulhosamente] digo, NADA MELHOR QUE UM RECOMEÇO! E como Liz, citou no fragmento do livro Comer, Rezar e Amar: é preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação!

Estejamos sempre prontos!

:)

O por quê do título? 

A flor de Lótus nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microorganismos e poeiras. É também a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, a mesma temperatura do corpo humano. O botão da flor tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam. Assim, para os Chineses, o passado, o presente e o futuro estão simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.

Parábola

Sabe aquelas horas em que não se tem um pingo de vontade de falar ou fazer coisa alguma?
Então, me sinto inerte, talvez por conta da solidão da minha casa nesse momento, apesar de que adoro isso, já que momentos solitários para mim, são raros. Aqui está sempre cheio de gente. Hoje é um dia atípico.

Notebook no colo, tv ligada no Telecine Fun, passando O diabo veste Prada, no mute, o ventilador ligado, os celulares na cama, e me sinto moída pela semana tensa e de muito trabalho. Quase sinto o sono chegar, e está tarde, eu já deveria estar dormindo, mas apesar de amar a solidão momentânea adoraria, obviamente a cia do meu herói, mas nem tudo que se quer, se pode em determinadas horas. E eu sei que ele está muito bem acompanhado, pleno e feliz. O que também me deixa muito feliz também.

E daí me pego lendo Drummond, ouvindo Teatro Mágico na playlist do meu HD, e me deparo com uma canção, já ouvida antes, mas que tinha passado aos meus ouvidos detalhistas,  sem ser percebida, e a achei tão linda… ‘A Bailarina e o Soldadinho de Chumbo’.  Apesar de que a música em si, não ter muito a ver com o conto real, que acredito que todo mundo saiba, porque são estorinhas que as tias do antigo primário nos contavam quando pequenos, mas só pra relembrar, o conto narra a estória de um soldadinho de chumbo que se apaixona por uma bailarina de papel.

O fim, in-felizmente é ‘triste’. Alguém arremessa o soldadinho na lareira que o consome pelo calor do fogo – não se sabe se pelo calor do amor ou do fogo em si, – e ele começa a se desfazer por conta da alta temperatura, quando um vento forte arremessa a sua amada pelo mesmo fogo que o consumia. E, então o mesmo fogo consumiu os dois, até que deles sobraram uma mistura de chumbo e papel, dando o formato de um coração, que foi encontrado no outro dia.  Dizem que apesar da situação ter sido forçada os dois estão felizes, pelo menos não vão mais ficar sozinhos, agora eles tem um ao outro. Sempre, sendo um só… E a moral da estória, pelo menos eu entendo assim, é que as vezes, por alguém em especial, é imprescindível se queimar.

É um tipo de estórias que nos contam quando pequeninos para dormir, estórias para ninar uma criança… E eu me lembrando disso, a uma hora dessas! E me lembro também, o quanto já perdi em apenas olhar para a lareira, ao me lembrar do fogo que foi aceso e, sim, eu me lembro de não ter aberto as janelas, de não ter permitido que os ventos entrassem, para que eu fosse lançada para o calor excessivo, esse que é o único capaz de purificar, unir, lapidar, moldar…

Mas penso que aprendi. Aprendi que cada dia se vive apenas uma vez. Que se deve vivê-lo intensamente. Com sobriedade, objetivos certos e sabedoria para saber a hora certa para abrir janelas, acender lareiras, se deixar lançar e principalmente, se deixar moldar.

E eu, como ‘bailarina’, vejo meu soldadinho de chumbo manco daqui de cima do meu aparador. O fito e o observo, e ele ainda não sabe que já está dentro da lareira, sendo TRANSFORMADO aos pouquinhos. E, a visão que eu tenho daqui de cima, é que cada vez mais ele se modifica e se renova, e estou certa de que o quanto antes ele se tornará no melhor que ele pode ser. O quanto antes, enfatizo!

Mantenho minha janela semi-aberta. Esperando pelas ondas de ventos mais fortes que me levarão à esta lareira, onde se encontra meu soldadinho de chumbo. Mas isso, acontecerá na hora certa, pra mostrar que estar ao lado ou ver de longe não é suficiente. Até basta, mas não o suficiente.

Enquanto o vento não sopra, o melhor é deixar que o fogo acenda e transforme o que estava apagado, moldando, aperfeiçoando, melhorando, crescendo, renascendo. E quando chegar este ‘fim’, talvez nem seja tão ‘triste’ quanto o do conto, e sim, quem sabe não há de ser a peça mais linda que um dia alguém já conseguiu moldar?

Ouvi:

O Caminho de Deus é perfeito.

 

- É aqui que o Dr. João Humberto, oftalmologista atende?
- Não.
- Não?!
- Não. Aqui temos o Dr. Alexandre Gomes, ele tem horário pra agora, pode ser?
Confirmo a consulta, e aguardo.
Minutos depois chega minha vez. Um senhor de aproximadamente 60 anos, abre a porta e me chama pelo nome.
Muito gentil e educado, começa os procedimentos normais da consulta, e exame. Depois de tudo pronto, enquanto ele assina o prontuário e receita, ele me pergunta:
- Você conhece o melhor livro do mundo?
- Bíblia?
- Sim. Você sabe que Jesus irá voltar, não sabe?
- Sim, senhor.
- Sua vida, minha filha, é igual a um barquinho no meio do mar. O mar é o mundo em que você vive, as vezes esse mar está calmo, mas em outros momentos vem algumas ondas que tentam virar esse barco, não é? – e sorri… – Convide Jesus para navegar com você no seu barquinho. As situações difíceis vem e vão, mas com Jesus no seu barco, você estará segura pra sempre. E o momento é pra agora. Agora! Não se atenha a um local específico. Vá em todos os lugares, absorva o que for bom, e o que de ruim você ouvir, jogue fora. Mas não se esqueça de falar do que tem recebido àqueles que têm fome. Você me entendeu.
Dei um sorriso, ele também.
- Aqui, está seu óculos. Use-o sempre! Vá com Deus.

Quando Deus quer falar… quem vai o impedir?
Clínica errada, médico por engano, mas exatamente aquilo que eu precisava ouvir.

Amém.

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Eu tenho sonhos…
Raros sonhos. E as vezes, quando eles acontecem… são sempre ‘assustadores’. Não me refiro a sonhos de ideais, e sim daqueles que seu cérebro fabrica enquanto seu corpo tenta descansar. Tudo bem, você vai me dizer que sonhos são mensagens do seu subconsciente a desejos ocultos e etc… e blá blá blá. Podem até ser, desde que eles não aconteçam, como ocorre comigo.
Eu sonho, e acontece.
Muitos deles já aconteceram.
Já sonhei com pessoas que precisavam de uma mensagem específica, e não uma ou duas vezes, e elas me confirmam exatamente aquilo que sonhei. Não me peça pra sonhar! Não sei como acontece. Mas acontece.
Não sou médium. Mas acredito que seja um dom.
Já fui bem mais ‘usada’. Até que pedi pra parar, e parou. Só quando é muito urgente, sonho.
E, eu tive um bem específico, em que eu estava viajando e uma pessoa me puxou pelo braço e me disse: ‘Perdoe.’
Revirei minha caixa em busca de coisas mal resolvidas, e encontrei uma que achei que já estivesse zerado, e sinceramente não sei o que fazer. Mas eu quero.
Acredito que dando um ponto final nessa história, coisas absurdas irão acontecer.
Somos seres completos, e vivemos em ciclos.
Um precisa se completar para que outros aconteçam.
Perdoar não é fácil. Se perdoar não é.
Mas estou trabalhando pra que isso aconteça. E, o quanto antes.

Conto pra vocês… ou não.

:)

Meu herói!

“Acabo de chegar em casa e ver tudo diferente. Ainda estou fechando os olhos e tentando encontrar a parte mais quente das suas costas. Ainda estou com esse riso bobo na cara, matando a saudade de ter quinze anos e uma vida linda pela frente.

Você não sabe, nem sonha, mas você acaba de zerar minha vida.
Você acaba de zerar tudo. Com a parte mais quente das suas costas, com o seu medo de beijo na orelha e com o seu jeito de se desculpar por falar demais e balançar os pés, você acaba de me salvar.

E você salvou meu dia, minha semana. E salvar meu dia já são zilhões de quilômetros. Você é meu herói.
Eu posso sentir isso de novo. Que bom. Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo uma idiota. Sabe o que eu fiz hoje? As pazes com o Bob Marley, com o Bob Dylan e até com o ovomaltine do Bob´s. As pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo. E eu só vejo você me ensinando a dar estrela. Eu só vejo você enchendo minha vida de estrelas. Se você puder, não tenha medo. Eu sou só uma menina que voltou a ver estrelas. E que repete, sem medo e sem fim, a palavra estrela no mesmo parágrafo. Estrela, estrela, estrela. Zilhões de vezes.”

Tati Bernardi