Eu estava com o controle, e eu ainda me lembro de como era sentir seu peso nas minhas mãos. Agora ele caiu em algum vão que eu não consigo alcançar. Talvez o vão que está entre nós dois, ainda não sei. Só sei que nessa brincadeira de falar da fraqueza dos outros, descobri que existe em mim uma maior ainda. Eu que sou a fraca da vez. Não sei onde coloquei meu bom senso pra cuidar de mim. A promessa era não deixar eu me perder assim. Só que eu não cumpri e nunca me vi tão perdida.
E essa idéia de falar que coloquei meus pés no chão? Eu sou a que está sempre sonhando que a cena do filme mais bonito que eu já vi seja uma cena da minha própria vida. Eu sei, não dá, mas minha vida perde o sentido se eu parar de sonhar e de tentar. Porém eu ainda não aprendi que existem tentativas vãs. Então, acabo de cair em cima de mim, e em mim, de novo, e percebi que eu te pressionei, e ontem era exatamente isso o que eu queria. Não quero mais isso. Me jogo em suas mãos, e estamos em suas mãos, se você ainda quiser o seu tempo.
Mas, tentando uma oportunidade pra escutar um não… Eu te amo. Eu te amo mesmo. Eu estou te amando mais do que eu consigo agüentar, e é isso que está me deixando assim. E eu não sei se está virando obsessão, ou se eu que sou tão fraca que não consigo segurar o amor. Eu não sei lidar com o desconhecido. Olha, eu quero parar de te pressionar, quero parar de te machucar e quero até parar de te amar tanto assim. Está me fazendo mal, está te fazendo mal, e a gente está se perdendo comigo. E eu não quero isso. E também não quero mais te pedir pra ir embora e nem pra chegar mais cedo.
Sabe, eu só quero ter você o máximo que eu conseguir, e não ter tudo de você em um dia.
Mas é que dizem que sempre um dos dois ama mais…
Deus, quem dera se não fosse eu.
Será mesmo impossível, conviver com um outro, tão diferente do que sentimos, agimos ou pensamos?
























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