Dec
26
Posted on 26-12-2008
Filed Under (Amor, Devaneios) by nubibella

Sim, eu sei. É madrugada. Mas eu não consigo dormir.  E enquanto a música toca, sinto minha alma sorrir.
E acho que o melhor lugar do mundo, neste instante, seria os ombros dele…
Sim, eu também sei, que sempre me envolvo nas coisas mais absurdas do mundo.
Freud deve explicar, ou não. E que ele explique também,  meu coração estar tão aquecido e feliz.
Ai ai ai…


“Por que nos conhecemos? Por que o acaso o quis? Foi porque através da ‘distância’, sem dúvida, como dois rios que correm a unir-se, nossas inclinações particulares nos impeliram um para o outro.”

Gustave Flaubert

- os contos nem sempre dizem a me respeito, na verdade quase nunca, dizem, são impessoais, inspirados sob situação real ou não. :)
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Nov
25
Posted on 25-11-2008
Filed Under (Devaneios) by nubibella

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

- Lispector

Vi aqui. E me vestiu muito bem.

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Nov
17
Posted on 17-11-2008
Filed Under (Amor, Devaneios) by nubibella

 

Ele: É… Hoje eu acordei querendo tomar minha dose de você.
ela: É uma música?
Ele: Não. Realmente estava precisando de uma dose de você.
ela: Han?!
Ele: Acordei… Como sempre passei pela TV, conectei na tomada, liguei, coloquei no canal de música e vim até o note ver se você estava, e só sosseguei quando tomei minha dose de você.
ela: Te disse para tomar cuidado.
Ele: É pilula ou comprimido? rs
ela: Por mais que você se explicou… por que precisava de uma dose de mim?
Ele: Não sei… Você sabe explicar porque precisa de uma dose minha? Porque pensa tanto em mim? Pelo menos… Sinto que precisa e pensa. Eu preciso e penso.
ela: Como soube disso?
Ele: Não sei explicar como ou porquê. “Só sei que foi assim”, como diria o Chicó.
ela: Nem me conhece direito…
Ele: Acredito que exista uma energia, que não enxergamos, que permite a conexão de duas pessoas. Posso não conhecer você tão bem, mas sinto uma ligação, algo diferente. O que é isso? Não sei dizer…

*Algumas coisas, como já disse Drummond, fogem a possíveis explicações.

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Nov
01
Posted on 01-11-2008
Filed Under (Devaneios) by nubibella

Eu nem queria sentir o que sinto neste momento… Eu prometi a mim mesma que não cometeria o mesmo erro, prometi que jamais tropeçaria na mesma pedra, prometi que jamais me permitiria novamente tal façanha… mas ‘felizmente’ eu tropecei de novo… e de novo, me surpreendi pelo sentimento avassalador que corrompeu meu coração… mas eu não queria, juro! Eu não queria viver uma mentira, uma ilusão, um mundo encantado… e, agora que percebi de novo e, mais uma vez que isso não existe, preciso voltar, mas encontrei a porta de saída fechada, eu perdi as chaves… por favor, me ajude encontrar a saída?

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*completamente impessoal.

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Oct
23
Posted on 23-10-2008
Filed Under (Amor, Devaneios) by nubibella

Sabe quando eu sei que te amo de verdade? Quando meus pensamentos são ligados diretos em você e, principalmente quando bate aquela saudade gostosa, que só você me faz sentir…
Adoro quando te ligo e, coincidentemente é em mim que você estava pensando. Você sente meu cheiro, em locais onde não estou. Eu adoro te amar.
Antes, minha preocupação era fazer as pessoas felizes, completar a felicidade de alguém e com você é diferente, pois queres sempre me ver sorrindo, me agradar e ficar ao meu lado.
Deus coloca pessoas certas nas nossas vidas, não é à toa, ele sabe como fazer, sabe o caminho certo e eu só agradeço a ele por isso.
Acredito na gente, acredito no nosso amor, acredito que vai da certo.
Certa vez, perguntaram-me qual era meu sonho referente ao amor: na hora disse: ‘casar na igreja e poder ser feliz como a minha mãe não pôde ter sido’. Mas, eu tinha perdido totalmente a esperança sobre isso, no entanto com você estou tendo vendo essa vontade reaparecer.
Meu sonho vai sim, se realizar, pode até não ser com você, mas as esperanças eu não perco.

*Post da Linny.

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Oct
16
Posted on 16-10-2008
Filed Under (Acontece Comigo!, Amor, Devaneios) by Linny

empre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah,terminei o namoro…

- Nossa, estavam juntos há tanto tempo…

- Cinco anos…Que pena… Acabou…

- É… Não deu certo…

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.

Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?  E não temos essa coisa completa.

Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.

Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.

Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.

Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.

Tudo junto, não vamos encontrar.

Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…

Acho que o beijo é importante…E se o beijo bate…Se joga…Se não bate…Mais um Martini, por favor…E vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití.

Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar… Ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você.  E vice versa.

Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração… Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse…

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear… E nem todo sexo bom é para descartar…

Ou se apaixonar…

Ou se culpar…

Enfim…Quem disse que amar é fácil?

*Nota: Recebi por e-mail de um grande amigo, beijos e saudades de postar aqui, amiga obrigada pela confiança!

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Sep
26
Posted on 26-09-2008
Filed Under (Amor, Devaneios) by nubibella

Se fosse hoje, com certeza agiria diferente. Pensaria no que havia sido construído, e no que de fato eu sentia por você. Se fosse hoje, eu te perdoaria e jamais te mandaria embora, abrindo a porta pra que você se fosse… Teria sido sincera, e me disporia a mudar talvez, tentando a felicidade mais uma vez… Mas perdoe-me, eu precisava viver, e hoje que estou livre, me vejo presa ao passado, e por mais que eu tente me desprender não consigo. E, olho pra você, e invejo sua pseudo felicidade, sua nova vida tão igual… E de tudo que vivemos, sobrou a mim, só a mim, uma história mal resolvida e inacabada, com uma mistura de mágoas e rancores contados e muito bem lembrados de alguns bons e dolorosos anos vividos juntos. Eu quero viver, tenho direito de ser feliz, sei que nada pode voltar, muito menos você… diante disso, me faz um favor? Sai de mim, sai do meu pensamento, sai do meu coração… e por favor, leve embora, todo esse amor que ainda tenho por você.

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*minha melhor amiga me inspirou.

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Sep
25
Posted on 25-09-2008
Filed Under (Devaneios) by Linny

Cláudia não via um futuro promissor cheirando á óleo e lidando com clientes que bebiam o dia todo. Cláudia não agüentava mais pegar o ônibus mais lotado e agitado de manhã, e voltar no caminho mais vazio e perigoso de noite. Eram tantos os sonhos de vida, que se acabavam ao sentir o cheiro do banheiro que lavaria todas as manhãs, ou de ter que agüentar todas as cantadas e desacatos durante todo seu expediente. Não era a primeira vez que Cláudia era explorada.

Tia Clara,

Desculpa se este papel chegar até as suas mãos com alguns borrões. Desculpa se eu irei te deixar apavorada, saiba que eu estarei bem.

Você sabe tia, nada ta fácil por aqui. Desde que mamãe se foi (já faz 5 anos, o tempo corre), eu tenho tido que agüentar muitas coisas aqui em casa. Coisas que pareciam pequenas, hoje tomam rumos grandes e sérios, e eu resolvi por um ponto final nisso tudo.
Eu sempre tentei cuidar do Fabinho e do Rafa da melhor forma, porém hoje eles ficam o dia todo na rua, e quando estão em casa, estão pra pedir dinheiro que eu consigo apenas vendendo aquelas bijuterias que eu ainda faço. Tenho me matado de estudar pra ver se consigo mudar a história dessa família, e quem sabe um dia, construir a minha. Mas tia, não tenho tido sucesso. Cada dia que passa, as dívidas aumentam aqui em casa, o dono está por nos despejar, telefone foi cortado, luz e água também. Tenho que pedir de vez em quando, porta a porta, alguns mantimentos básicos para ter o que comer.
Só recebo não a cada entrevista de emprego que vou procurar. Por eu ter 16 anos, fica difícil ter alguma oportunidade verdadeira.
E eu sinto falta, tia, sinto falta do carinho da minha mãe, dos conselhos dela, ou do jeito que ela tinha de nunca deixar faltar nada em casa. Batalhadora que não caia jamais. E é neste ideal que eu vou me apoiar daqui adiante.
Resolvi abandonar os meus irmãos, eles não precisam mais de mim. Resolvi abandonar o meu pai, que semana passada cometeu um erro irreversível comigo, um erro que eu nunca mais vou perdoar, um erro que eu esperava de qualquer monstro, mais não, não do meu pai.
Estava de noite, eu tinha acabado de voltar da escola, meu pai estava em casa, bêbado como jamais estava. Dei um beijo na bochecha dele, e fui pro meu quarto pra evitar brigas. Ouvi ele fechando as portas, e apagando as luzes, eu já estava deitada quando percebi que ele estava entrando no meu quarto. Levantei, pra ver se ele precisava de alguma coisa, ou se ele queria que eu esquentasse a comida. Quando vi, ele havia trancado a porta com a chave, e então, começou o maior pesadelo da minha vida. Talvez tenha sido pior do que ver minha mãe morrendo lentamente com a maior vontade de viver. Nada foi pior do que ver os olhos azuis do meu pai, me fitando como se eu fosse mais uma vagabunda de esquina que ele estava acostumado a lidar. Eu ERA sua filha.
Sim tia, vou abandonar tudo, acho que vou morar de favor na casa de uma amiga que mora em Guarulhos e por lá ficar até conseguir um apartamento de aluguel, sei lá.
Escrevi para você, porque você a única da família que eu ainda mantenho contato, e eu não vou te pedir mais nada além da sua atenção ao ler esta carta, porque eu sei que você também não pode me ajudar.

Espero que você esteja bem, se cuide, ok? Fica com Deus, e não se preocupe comigo.

Beijos,
Cláudia.

Cinco anos depois, ela ainda estava lá. Era mais uma tarde vazia, que passava entre cervejas, cinzas de cigarro, informações sobre ruas e avenidas, e a servir quem a pedia. Estava de costas lavando a louça, e ouvindo qualquer coisa que passava no rádio. O bar estava sem movimento, e a tarde suava calma e lenta. Quando um cliente entrou, e pediu uma cerveja. Cláudia sem virar as costas, foi pegar a cerveja e com ela ainda nas mãos, olhou para o cliente. Era um homem de uns 50 e poucos anos, bem vestido, de olhos bonitos, porém tristes, que num instante de segundo remeteu a Cláudia tudo que ela queria esquecer. Uma lágrima caiu de seus olhos, enquanto os olhos do senhor pareciam arregalados e assustados. A cerveja caiu no chão, e partiu em mil estilhaços, como o coração de Cláudia.
A tarde passou, o bar fechou, nada foi dito. Cliente saiu, cliente entrou, cliente saiu, e as portas se fecharam mais uma vez. No ônibus agora vazio, Cláudia olhava pela janela e via as crianças nos faróis, meninas com saias curtas a cada esquina, velhos jogados na calçada úmida, provavelmente sentindo frio.
Cláudia não queria mais se perguntar o ‘por que?’ de tudo que aconteceu naquela tarde, ela não conseguiria obter respostas. Tudo que Cláudia sabia, é que sua vida até então tinha sido apenas exploração, em troca de mais exploração.
Desceu do ônibus, andou um pouco, chegou em casa, abriu o seu apartamento, deitou na sua cama, trancou as portas, se trancou dentro do seu quarto, apagou as luzes. Dormiu.

 

 

Nomes ficticios, história sonhada.

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Sep
09
Posted on 09-09-2008
Filed Under (Devaneios) by Linny

É esse som que imita as batidas do meu coração, que me leva a loucura quando estou em contato com ele, isto que me deixa VIVA, agora comigo é assim me fez o bem vai ter o bem, já fui boa demais e já agradei o suficiente e o que recebi em troca? N-A-D-A. Não tenho tendência a escrever quando a revolta me consome, e essa é a hora de explodir, sinto muito se a minha doçura não te agrada, mas não é sempre que estou com os momentos que vão te fazer suspirar nas minhas entrelinhas. 

Sinto que meus desejos, não são os mesmo que o seu, sinto que tuas vontades já não são as mesmas… Estou tentando ser o mais correta com você, pois comigo já passou longe o desejo de ser feliz, de querer alguma coisa ou algo do tipo, lógico que não vai durar para vida toda, passa! Sempre passa! Mas agora, o que eu quero e desejo muito é não te querer, pois eu preciso viver o que deixei com você: AS MINHAS VONTADES!

Leia, entenda e não volte mais. 

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Sep
05
Posted on 05-09-2008
Filed Under (Devaneios) by nubibella

 

 

Detesto tudo que seja morno, insosso, insípido e tosco, sempre odiei. Gosto de sentir frio no estômago,  arrepios pelo corpo e uma vontade louca de rodopiar pela sala, com motivo específico, claro!
E se é fato que é apenas uma reação química, quero morrer numa profusão de endorfinas, dopaminas e tudo o que torne a minha vida algo que valha a pena!
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