Category : Devaneios

Uma página que não vira…

Sim, eu sei que hoje eu estou muito sensível e, um idiota qualquer que eu achei que valeria a pena alguns instantes deste meu dia me falou algo incrivelmente idiota. O que mais poderia esperar?
Não sei. Acho que tudo que eu escrever aqui hoje, será down. Me sinto incrivelmente chata, manhosa, carente, insatisfeita, com seios doloridos, pernas doídas e inchadas. Tpm sim. Eu O-D-E-I-O com tudo o que sou esses dias, porque eles me lembram de muita coisa boa, e dá uma dorzinha no coração, uma saudade boba e vontades adolescentes de ouvir um alô que uma vez foi tão querido. Foi? É. Foi.
Hoje sinto saudades imensas. Desejo um beijo, aquele nos ombros sabe, quando eu me aninhava ao seu abraço, ou o beijo do olho que traduzia um respeito, ou de pegar e beijar sua mão e de alisar seu cabelo, e sua barba por fazer que eu adorava tanto, ou do seu sorriso… lindo, do seu cheiro, da sua preocupação. Sinto saudades da saudade antecipada e da espera ansiosa pelo nosso próximo encontro.
Ah, por que diabos deixou que eu saísse da sua vida?
Saí sim. Era preciso que você ficasse livre para sentir minha falta.
Mas ainda não sentiu, e ainda é cedo.
E, hoje sou só um monte de verdadeiras e sinceras saudades.

“E ele, por onde anda? – Pelas ruas de um Porto (…) Amando mulheres, garotas, meninas… Amando todas, menos à mim.” – Caio Fernando Abreu.

Eu me conheço bem, e sei disso!

Estava dando uma faxina no meu computador, e meu Deus! Por que eu ainda guardo tantas fotos dele no meu HD? Por que não dói quando eu as vejo, e mais importante: por que eu as mantenho?
Não sei.
Não acredito que iremos nos encontrar novamente, que nos beijaremos novamente, que nos amaremos novamente. Não. Tenho certeza que isso só irá acontecer por muito acaso da vida. Porque quando coloco um ponto final numa história, jamais esse ponto vira reticências. Acabou, acabou. Mas acho que me apeguei ao que poderia ser, do que não foi.
E essa sou eu. Sempre que encontro uma pessoa que é capaz de me fazer encantar por ela, penso que aquele será o meu último e grande amor!
Que tola, eu sou às vezes!
Tão menina, nesse corpo de quase 30 anos… tão adolescente.
E eu sempre escolho os caras tão certinhos, tão inteligentes, tão cultos, tão cheio de poses e pampas… e estes sempre me decepcionam!
E eu escrevo isso rindo… sério! Rindo das minhas peripécias amorosas!
Por razões óbvias, não irei fazer uma retrospectiva dos meus últimos relacionamentos, mas garanto que foram todos engraçados, tensos e estranhos!
Acho que lá no fundo, eu viciei em viver dessa maneira, me relacionando com pessoas esquisitas e problemáticas, porque de verdade não penso na menor possibilidade de perder minha liberdade, de ter que compartilhar meu espaço e meu dia-a-dia, de dar satisfações. E isso parece muito confuso para alguém que fala tanto sobre o amor e gosta tanto de se sentir especial pra alguém. Mas é isso. Vício amoroso. Quero o que não posso ter, porque eu de verdade também não quero, porque me canso muito rápido de tudo, de rotinas, de acordar na mesma posição, de atender as mesmas ligações, e o ‘mesmo’ sempre e todo dia, me adoece.
A independência e um casamento falido me deixaram assim. Fria e realista.
Até demais.

Sei lá, quem sabe não escrevo isso hoje para daqui uns dias poder me desmentir?
E dizer que eu estava muito enganada.
Que eu sou a mulher mais mulherzinha, romântica, atenciosa e amorosa desse mundo, e que eu encontrei alguém que consiga amar novamente, que não seja louco e nem tenha traços psicóticos, ou alienações religiosas, sincero o suficiente e REAL?
Quem sabe?
Serei humilde pra vir aqui e consertar cada palavra desse texto. rs*
Mas os cravos nos meus pés me fazem ter certeza que isso não irá acontecer!
Quer saber?
As fotos serão apagadas em 1, 2, 3… segundos!

“Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.”

Fernando Pessoa

;]

Um tiquinho de paz

A verdade é que dias de calma, paz… são raros.
E, esta vida passa muito rápido.
Pra quê tantos porquês? Indecisões? Angústia.
Hoje, tive um dia bom.
E quando olho pra dentro, o que me interessa é só o que me sustenta e equilibra.
A Verdade. A minha.
Amanhã, será um novo dia.
Mas amanhã, ah! Amanhã! A manhã, trará o sol mais quente e delicioso de todos os tempos, e trará toda a manha e esperança de que eu preciso.
E depois, é só continuar.
Adiante!
É logo ali…
Ali na frente!

“Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa…”

Elis Regina

Segunda-feira cinza

 

“[...] todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível.
Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.
Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros.
Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz.
Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles.
E todos os dias eles se perguntam o que fazer.
E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.”

TB

 

Nada foi por acaso, além do acaso que nos fez topar naquele domingo solitário e naquele lugar ridículo.
Mas mais ridícula eu me sinto, quando vejo o tanto que tenho aqui ainda. Do sorriso, do cheiro, da saudade que sempre foi antecipada e, todos os detalhes que envolveu essa relação.
Só Deus sabe o quanto eu seria capaz de amá-lo se o permitisse.
Mas que importa?
Do beijo, do abraço, do carinho, do sexo sobra tanta falta.
Ok. Eu sei que em um dia desses qualquer, em uma esquina, ou um bar, ou clube, seja lá onde for, eu vou conhecer outra pessoa, me apaixonar por ela e começar tudo de novo.
E, eu estou cansada de começos, de novos. O novo é tão igual: ele irá se encantar por mim, pois nunca viu em sua vida uma mulher tão cheia de adjetivos antes, tão sincera, tão livre, tão determinada, e todo o blá blá blá que eu sei a meu respeito. Cansei de ser tanto, e não me encaixar exatamente ao coração dos que eu acabo me apaixonando.
Escolhas erradas? Não sei.
Mas o que eu quero HOJE é o que ficou há uns dias atrás, quero desejo igualmente à confiança, quero o amor igualmente à lealdade, quero você [só] pra mim. Mas querer não é poder, atitude sim, e por mais que eu veja daqui o quanto algumas coisas não o fará bem e feliz, é necessário que haja um teste empírico, para mostrar como ‘resultado científico’ o que eu já sei de olhos fechados, o que o senso comum me ensinou… Enfim, isso não é tudo e tudo se torna muito pouco diante do que eu seria capaz de expressar. Mas expressar  para quem mesmo?

Para quê?

Quem me escuta?

Quem me lê?

Sorte a nós, a nossas escolhas, ao nosso presente, ao nosso futuro… porque do passado, passou.

Por precaução. . .

Eu entrei por essas portas tantas e tantas vezes.
Tive momentos em que me senti explodir.
Mas para aquela que me observa cá dentro, eu não quis expor um orgulho forjado e forçado para simplesmente maltratá-la com rudes palavras. Ela não merece tanto e tão mesquinho sentimento que machuca e dói demais.
E por me oprimir, senti algumas vezes o gosto agridoce que insistia e insiste de quando em vez, sair da minha alma a cada vez que lembro.
Sou uma tola que insiste em acreditar, que insiste na fé, que insiste na alegria, em dias de sol e na nobreza de sentimentos…
É tolo tanto otimismo?
É tolo se desesperar?
É tolo quem passa por essa vida e não valoriza seus presentes presente.
Mas HOJE apesar de tola, sou tão pequena quanto quem me observa.
Me sinto fatigada.
Exaurida.
Pouco triste.
Decepcionada com minha pessoa. Logo eu, tão perfeccionista. Mulher.
Mas apesar de… prometo não desistir do que acredito. Prometo a mim mesma maior fidelidade. Prometo ser um pouco mais egoísta.
E quem sabe assim não me despirei dessa dor, que trás um crepúsculo quando na verdade o que se mostra é o espetáculo da aurora?
Mas preste atenção!
Do que foi escrito, pelo perigo que essas linhas me trás, que elas fiquem cá entre nós, e que estes mesmo nós não se desatem até a próxima vez que eu voltar a abrir novamente estas portas.
Prometo também como honra, trazer boas novas!
Promessas são dívidas…
Pagarei!

“Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto, e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Nesse vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tenho medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras – quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.” CL

Tradução.

Si – compensar…

Pense.
Pense.
Pense.
Acho possível.
Você perdeu muito peso, e todas as suas roupas não te servem mais.
Um armário inteiro, quase.
Dá pra ajustar? Sim, dá. Mas nunca fica igual ao que era.
Ah, pra quê se perder com isso?
Logo você que sempre optou por praticidade.
E eu ainda penso que você merece tudo novo e ajustado às suas novas medidas.
Tão fina!
Tão bela.
Tão menina, às vezes…

Se deixa levar por elas: as ilusões! Te cuide, viu?

Elas só te levarão para o mesmo e velho lugar conhecido: manta de gorduras insaturadas! Ganhar novamente pesos e pneuzinhos que só incomodam?
Foi tanto empenho que eu te aconselho a deixar os pesos para serem pegos apenas na academia!
Lute para manter-se à sua nova imagem.
Não foi fácil e você sabe bem disso.
Optemos pelo óbvio: algumas coisas não te servem mais e pronto!
Escolha o NOVO!
Porque do velho, você sabe: perda de tempo, paciência e valiosos sentimentos.

“Outra coisa é ser incapaz de tomar decisões e estar sempre procurando transferir a responsabilidade de nossos atos aos outros. Só poderemos confiar em alguém se, primeiro, formos capazes de confiar em nós mesmos.”
– Paulo Coelho

Entre rascunhos, sentimentos…

[...]

Que diferença faz?

E então começam a conversar.

Ela o deixa falar. Poucas frases. Ela pensa, e argumenta coisas que ao seu ver, eram tão óbvias…
Ela sempre soube que garantias eternas, ninguém tinha, e o lembrou dos momentos da vida de cada um, do respeito que ela sempre manteve pelo momento dele. 
Ele a fitou por alguns segundos,  a puxou para seu ombro, beijou seu olho. Com aquela atitude, disse muito mais do que qualquer recital de versos eruditos, deu a certeza de um ‘gostar muito de você’. 
 Ela até quis falar, mas ele a calou com um beijo longo.
Realmente, não tinha nada que ser falado, a não ser, sentido. Os dois tão sofridos e surrados pela vida, e tão encantados um pelo outro… E, sim, sabiam disso. Ela gostava dele e o admirava, pelo simples fato dele se preocupar com ela, de ser simples e em quase todo o tempo, sincero. 
Ela impacientemente, tinha paciência pra esperar a hora certa, mas sabia que oportunamente exigiria sim, algo mais daquela relação, pois não tinha mais idade, saco, ou seja qualquer outra palavra, pra viver casinhos, pegações, aventurinhas sexuais e furtividades.

Então, eles se resolvem. Se dão bem. São, além de tudo amigos, e se convidam para viver o presente que a vida tem proporcionado à eles. Entendem que nada é por acaso. Levam a vida do melhor jeito e aprendem. E tentam passar o que sabem sobre ela. 

São tudo o que precisam para o agora, e podem dar-se o melhor dos sentimentos, da presença, da atenção, carinho, tempo e pensamentos. Ela, mais que ele, sonha com os pés no chão e, almeja a liberdade, presa aos braços dele, e não queria jamais ser surpreendida novamente pelo acaso, com mesmices e pequenez, porque esses adjetivos não combinavam com aqueles que possuem asas.

E, naquela noite que os pegaram com tanta surpresa, ela o entregou um presente que havia comprado há alguns dias, andando no shopping, e que ela deixara no carro, e a acompanhava sobre tudo no coração, pra onde quer que ela fosse, entre idas e vindas do trabalho, faculdade, casa e etc… Ele experimentou, ela sorriu, e achou lindo. Ele gostou, o que era anormal pra alguém chato meio difícil de se presentear. Mas ela tinha certeza que havia acertado em cheio, pelo que conhecia dele. A cor, o modelo… enfim. Gostou dele ter gostado!
Ele a agradeceu não pelo presente em si, mas por tudo. E ela não pensa que faz demais, não pensa em retribuições, mas realmente gosta de ver quem ela sinceramente preza, feliz, e só pediu algo em troca, se é que essa expressão cabe no contexto, pediu por sinceridade.
Era possível SER?

E eu, escrevo na 3ª pessoa, porque quem está de fora sempre vê melhor! 

Pra ser amor…

“Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.”

Brena Braz

Coragem

“Há muita coisa que terá de fazer passando por cima do medo”
(Filme: Inverno da Alma)