Category : Geral

Isso, mais ou menos…

“Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la!
Até mais!…

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Nunca deixam suspeitos…”

(Engenheiros do Hawai)

- Então, adeus, fique bem… Pense um pouquinho em mim.
- Penso sim. Mas posso te pedir uma coisa?
- Claro.
- Volte a escrever?
- Preciso de emoções, adrenalina, perder o sono , sentir borboletas no estômago…
E naquele diálogo, em meio a um silêncio, podia se ouvir: ‘eu também.’

“Antes a inquietação de um amor, do que a paz de um coração vazio…”

O tempo é dificil para quem sonha…

 

“…
- Sabe a garota do copo de água?
- Sei.
- Se parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?”

 

Trecho do Filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Agora.

Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. E que eu espero também. Uma vontade de ser. Àquela, que nasceu comigo e que me arrasta até a borda pra ver as flores que deixei de rastro pelo caminho. Que me dê cadência das atitudes na hora de agir. Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida. Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais. Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos. Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver.

(Caio Fernando Abreu)

Amém.

Não nos matemos!

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê,
pra quê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá.

Carlos Drummond de Andrade – Não se mate

O melhor medo do mundo!

MEDO DE SE APAIXONAR
Fabrício Carpinejar

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa.

Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve.

Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado.

Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele.

Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer.

Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego.

Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la.

Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.

 

Não, ao silêncio!

Hoje pela manhã, antes de começar a minha rotina, assistia TV, e via algumas reportagens, até que foi apresentado uma série de crimes, incidentes e acidentes passionais. Uma mulher discute com seu namorado, e de repente pára seu carro na Marginal, se deita no chão à espera de um carro pra se matar, até que de fato acontece, uma indiana envenena o marido, um namorado espanca sua namorada com o cabo de uma vassoura, e a vítima diz ainda em reportagem que o perdoaria, em outro caso, um casal de namorados discutem em uma noite, e na manhã seguinte ele a espera na porta de seu trabalho, exigindo explicações, os dois começam a discutir novamente, ele começa a agredí-la, estraga e esparrama suas coisas pelo chão, puxa seus cabelos, cobra os presentes que deu, dá socos na cabeça, empurrões, situação da qual, EU e outras testemunhas presenciaram, e o agressor só parou, porque as pessoas da rua, ao escutar os gritos da moça começaram a gritar, o coagindo. Triste né?
Já tem um tempo que vemos cada dia mais, a violência física, moral, psicológica e até mesmo patrimonial atrelada a relacionamentos. Vejam bem: RELACIONAMENTOS. Diante de um NÃO, ou ciúmes, elas reagem de uma forma criminosa, como se o mundo se desse só no momento em que as emoções estão à flor da pele.
De todos esses relatos, o que eu entendo como INTOLERÁVEL, é a violência doméstica contra mulheres. E essa se dá porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a porrada e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres, e o fato é que em pleno 2011, com a informação e tudo mais, muitas mulheres se calam, muitas que dependem desses homens para sustentá-las, e infelizmente as delegacias civis por todo o país, estão repletas de B.O’s que nunca foram pra frente, porque algumas perdoam seus parceiros, e na esperança de que um dia eles mudem, retomam a relação.
Acredito, que se uma pessoa faz uma vez, ela fará de novo e de novo, e cada vez pior. E não é que eu tenho razão sobre todas as coisas, a psicologia e psiquiatria está aí e prova isso com toda clareza. As pessoas que agridem as outras, são pessoas doentes, com auto-estima nula, e que fazem do outro um objeto.
Essa realidade precisa ser mudada. Os agressores precisam “pagar” pelo que cometeram. É preciso que haja denúncia, e que a lei seja mais severa.
Você pode ajudar uma mulher que foi vítima de violência, a instruindo e incentivando. Existem inúmeros órgãos estatais, e organizações não governamentais que podem auxiliar. O estado disponibiliza a defensoria pública e o Centro de Referência e, também através do número 180, as dúvidas podem ser esclarecidas. Essa vítima será direcionada, amparada, e direcionada legalmente.
Sei que a LEI não alivia a dor da alma, mas pode fazer com que as forças dessas, que parecem ser menos favorecidas, fazer justiça.

Denuncie!

Ligue 180.

Toda dependência traz miséria, por OSHO

“Normalmente, um relacionamento sempre perturba. A não ser que você seja capaz de permanecer só, um relacionamento sempre perturba.
Ele é quase como um banqueiro. Se você tiver dinheiro, o banqueiro irá oferecê-lo a você. Se você não tiver, ele não lhe dará dinheiro. Quando você tem, todo mundo está pronto para lhe ajudar; quando você não tem, ninguém está disponível! Assim, os bancos continuam dando dinheiro às pessoas que são ricas.
Com os relacionamentos, é exatamente o mesmo caso. Se você está feliz, o relacionamento a fará mais feliz. Se você está feliz sozinha – o que significa que você não está precisando de um relacionamento – somente assim um relacionamento lhe dará felicidade. Se você está precisando dele, então você se tornará miserável – porque toda dependência traz miséria.
No momento em que você se sente dependente de alguém para a sua felicidade, você começa a se sentir miserável, porque a escravidão é a coisa mais detestada pelo ser. Normalmente todos os relacionamentos viram escravidão, um tipo de servidão, um aprisionamento.
Eu estava achando que mais cedo ou mais tarde você ia entrar em problemas, porque quando alguém está se sentindo bem, esquece os tipos de miséria que um relacionamento pode trazer. É assim que a mente funciona.
Quando está só, você tem uma fantasia a respeito de quanta felicidade lhe advirá se estiver num relacionamento. Quando você está num relacionamento, você começa a pensar que é melhor estar só.
A minha sugestão é que, se você puder permanecer sem um relacionamento, isso será muito útil para você. Basicamente não há necessidade alguma, mas no mundo ocidental uma coisa nova aconteceu, exatamente o polo oposto da mente oriental.
O mundo oriental pensa que se você está num relacionamento amoroso, alguma coisa está errada. Assim, a mente oriental sempre apreciou o celibato, aquele que vive só e não está de maneira alguma se direcionando a um relacionamento. Se você entra num relacionamento, você é quase algo especial, o que é tolice. No ocidente, exatamente o oposto tem acontecido.
Se você não está num relacionamento, algo está errado. Se você não está procurando um relacionamento, está cometendo um pecado contra a natureza, ou pelo menos contra a psicologia.
Assim, a mente ocidental continua pensando que, sempre que alguém está só, alguma coisa está errada e que aquela pessoa deve procurar um relacionamento. No oriente as pessoas continuam pensando a respeito de como elas podem ficar fora de um relacionamento. Ambos estão errados. A pessoa deve viver onde estiver feliz. Ela deve ser egoista. Eu lhes ensino o absoluto egoísmo. A pessoa deve apenas pensar, ‘Em que eu sou feliz?’
O que os psicólogos e teólogos dizem, e o que o oriente diz, é tudo besteira. Abandone isso! Não se preocupe. Ninguém considerou você. Talvez eles tenham levado outras pessoas em consideração, mas não você. Nenhuma teoria existe para você, até agora. E todas as teorias são baseadas na média, apenas análises de fenômenos em particular.
Você é raro – nenhuma teoria existe para você.  Simplesmente olhe para si mesmo. Em que você se sente alegre, feliz, em sintonia, harmônico – esse é o seu caminho. Se você está se sentindo bem – e você está, você está florescendo… Agora, de repente, aparece esse relacionamento e você se perturbou e a energia não está mais fluindo.
Se você abandonar isso, será bom. Você pode deixar essa questão comigo e quando eu vir que você está feliz sozinha, e que não há qualquer necessidade de relacionamento, eu lhe direi para procurar um. Quando você estiver só o suficiente, eu arrumarei um homem para você.
Primeiro esteja firme em seu ser… Enraizada… Tão firme que agora ninguém consegue perturbá-la. Abra as janelas e deixe o vento soprar, e desfrute-o. Primeiro, esteja tão enraizada que ninguém possa derrubá-la.”

Osho – Get out of your own way

Eu gosto muito da linha de pensamento de Osho. A nossa felicidade não pode estar em situações, amores, empregos grandiosos, a nossa felicidade interior, e a paz de coração, deve estar em nós mesmos. Não podemos nos sentir dependentes de outra pessoa, como se ela fosse a nossa única razão de existência. E eu já presenciei isso comigo mesmo, com amigos. Mas algo que aprendi no decorrer dos anos é de que nada é eterno, e o amor não é também. Hoje, vê-se muito que o amor dura até a primeira crise, e termina. Pensa se nós fizermos de cada pessoa que passar por nossas vidas, o pilar que nos sustenta, estaremos phodidos. A verdade é que a vida deve ser vivida. Felicidade é um estado de espírito que devemos aprender a exercitar na alegria, na dor, na tristeza, na fome, na abundância. E sim, como disse o texto, devemos ser egoístas sim a ponto de nos querer apenas o bem. Pois o que não nos acrescenta, falta nenhuma faz.
Verdade seja dita.

:)

 

Beijos da Bella!

:*

Dieta!

Pratiquemos!

 

 

Singular

“Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.”