Category : Música

Eu quero voltar à Deus!

Nostálgico!
Ouvi essa musica há anos. Me remete tantas coisas boas, descobertas, e me leva a relembrar do “primeiro amor”.
Ah, eu quero voltar à Deus!

Do lado de cá!

“Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema à toa, pra ficar na boa
Vem pra cá

Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá

A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular!”

A arte explicando o sentido das coisas!

O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor

Poderia se chamar nuvem
Pois muda de formato a cada instante
Poderia se chamar tempo
Porque parece um filme que nunca assisti antes

Poderia se chamar labirinto
Pois sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar aurora
Pois vejo um novo dia que está por vir

Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar horizonte
Que parece linha reta, mas sei que não é assim

Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado

Poderia se chamar universo
Porque nunca o entenderei por inteiro
Poderia se chamar palavra louca
Que na verdade quer dizer aventureiro

Poderia se chamar silêncio
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo

Que Não Deveria Se Chamar Amor
Paulinho Moska

Beleza da Contradição!

Teatro mágico – Sintaxe à vontade;

‘Lux Aurumque’, Côro Virtual

Meu caro, @malcomtux indicou.
O vídeo por si só explica.
Pessoas de 12 países, cantando a peça ‘Lux Aurumque’.
Cada solista, deste grande coro, gravando suas vozes separadamente e em seus respectivos computadores.
Imagino o trabalho em editar.
E o regente?
Adorei!
:)

Né?

Sabe quando você precisa escrever alguma coisa, se sente incomodado, mas as ideias não vêem?
Então… estou assim.
Preciso de ócio criativo.
Serve isso em algum lugar?

Enquanto procuro pelo ócio, posto uma música que tem tanto a ver comigo… tanto que já devo tê-la ouvido umas mil vezes, sem exagero. Tá bom… menos vezes! rs

:)

Vocês deverão se lembrar de “Nessun Dorma”, a canção que há alguns meses sagrou Paul Potts, num reality show. Esta música também já foi interpretada por grandes como Pavarotti e Placido Domingos.

“Ninguém durma”, em italiano é uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini, conta a história do príncipe Calaf, da princesa Turandot (filha do imperador) e de Liu (escrava). A princesa, por vingança, não quer saber de se apaixonar e propõe que aquele que desejar desposá-la deverá responder a três enigmas. Quem não conseguir é morto e a sua cabeça é exposta sobre a muralha.

Durante uma das execuções, Liu pede que ajudem seu pai que ficou ferido no tumulto que ocorreu na praça de execuções quando surge o Príncipe desconhecido que reconhece no velho seu pai, o rei Timur. Liu, na verdade uma escrava do antigo rei, reconhece que ele é na verdade o príncipe Calaf, a quem amava em segredo. Após o reencontro, Turandot aparece nas muralhas e Calaf fica apaixonado. Resolve que irá casar com ela e bate no gongo que anuncia o desejo de um pretendente. Todos tentam tirar essa idéia dele mas ele insiste. Responde aos enigmas e a princesa fica contrariada. Ele propõe que ela poderá matá-lo se descobrir o seu verdadeiro nome até ao dia seguinte. Ela desespera, manda que todo o reino não durma essa noite para descobrir o nome do príncipe desconhecido (quando é cantado o tema de Nessun Dorma).

No dia seguinte foram presos o velho rei e Liu. Começam a ser torturados para revelar o nome do jovem. Liu, para salvar o rei, diz que sabe o nome e quando tentam que fale ela pega um punhal de um soldado e se mata. Calaf e Turandot se encontram e o príncipe diz seu verdadeiro nome para que ela o revele. Ela se dá por vencida e os dois aparecem com ela revelando que o nome dele é amor e terminam abraçados.

Cinquenta anos, sem Villa Lobos

7180482.heitor_villa_lobos_cultura_294_420Todos sabemos que a boa música brasileira, admirada e reconhecida internacionalmente por sua originalidade, representando a cultura regional do nosso país tão rico, tem sobretudo composições do maestro Heitor Villa Lobos, com a musica erudita.
Infelizmente, tal gênio não se encontra mais presentes entre nós. Mas seu legado está eternizado na história da música brasileira. Há 50 anos, em 17 de novembro de 1959, o Brasil perdia seu principal compositor, educador e maestro: Heitor Villa-Lobos.
Villa-Lobos é considerado um dos principais responsáveis, ao lado do compositor Alberto Nepomuceno, pela criação de uma linguagem própria da música. Ele viajava o Brasil inteiro atrás de novidades folclóricas, e inovou a musica , ao misturar estes elementos das canções populares e indígenas com a música clássica ocidental, o que para a época gerou uma grande repercussão. Alguns faziam cara feia, outros aplaudiam, gerando críticas acadêmicas e elogios dos modernistas nacionalistas.
Foi coroado o mais expressivo músico da Semana de Arte Moderna de 1922, se apresentando nos três dias com três diferente espetáculos; entre eles, “Danças Características Africanas” e “Impressões da Vida Mundana”.
Villa-LoAo ser fortemente atacado pela critica ortodoxa, o maestro parte para Paris , em 1923. E pra variar, lá fora o compositor sagra-se, e é reconhecido pelo sucesso de suas apresentações pela vanguarda musical europeia, alcançando notoriedade internacional.
Em mais de 30 anos dedicados à música, Heitor Villa-Lobos, compôs até os ultimos dias de sua vida, que teve fim devido à um câncer. Com quase mil composições, ele reinventou a música erudita brasileira, incorporando a música folclórica e popular do índio, do negro e do branco, criando, assim, a identidade de nossa cultura. Criou um estilo próprio e bem original.
“Quando o criador é original por natureza, pouco importam os meios de que se vale para fixar seu pensamento.
Heitor Villa-Lobos

Puccini, e a música em si mesmo

Ciúme difamador, doença incurável, suicídio, sucessos e fracassos. A vida de Puccini daria uma bela (e típica) ópera sua. Ele é considerado, um dos maiores compositores italianos de óperas, prestigiado em vários países. Puccini pode ainda ser considerado o pai do teatro musical moderno.
A ópera entrou na vida de Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini aos 18 anos, quando assistiu a “Aída”, de Giuseppe Verdi, em 1876.
Apesar da situação econômica difícil desde os 5 anos de idade – quando o pai morreu -, Puccini ingressou no Conservatório de Milão em 1880 graças a uma bolsa de estudos concedida pela rainha Margherita e a ajuda financeira do tio. Embora não tivesse a idade mínima permitida, aos 22 anos ingressou diretamente na turma “sênior” do conservatório.
Três anos depois, já de saída do conservatório, compôs sua primeira ópera, “Le Villi”, visando ganhar um concurso. Perdeu, mas seguiu seu destino. Em 1889 estreou no teatro Scala, em Milão, a ópera “Edgar”, também sem muita repercussão. Cogitou largar tudo e recomeçar a vida na Argentina, onde vivia o irmão.
Foi com “Manon Lescaut” (1893), sua terceira ópera, que obteve a fama internacional. A escolha desse tema foi uma ousadia porque havia sido baseada em uma história de recente sucesso do francês Jules Massenet. A obra de Puccini logo ganhou o mundo e foi aplaudida de Londres a Budapeste, passando pelo Rio de Janeiro e Buenos Aires.

Amor doentio

Puccini realizou um amor impossível – pelo menos para uma Itália católica ultraconservadora e preconceituosa. Aos 25 anos, começou um romance com uma mulher casada, Elvira Gemignani. Tiveram um filho, Antonio, nascido em 1896. O casamento ocorreu em 1904.
A relação foi conturbada. Ciumenta, Elvira acusou a empregada da família Doria Manfredi de seduzir e manter relações sexuais com Puccini. Pressionada, Doria suicidou-se em 1909 com veneno, na casa dos Puccini. A autópsia confirmou a virgindade dela. Elvira teria sido presa por alguns meses por injúria contra a empregada, além de pagar indenização à família da acusada.
Acontecimentos ruins ainda marcariam a vida do compositor. “Era como se eu tivesse sofrido um linchamento, os carnívoros não escutaram nenhuma nota da minha música. Eram loucos, bêbados e cheios de ódio. Mas a minha Butterfly não morre. É a ópera com o mais profundo sentimento e imaginação que já criei”, disse após a estréia da ópera “Madame Butterfly” em fevereiro de 1904. Foi um fracasso inesperado.
O compositor persistiu. Debruçou-se sobre a obra, revisando tudo e refazendo alguns trechos. Dividiu o segundo ato em duas cenas e eliminou alguns trechos do primeiro. A versão revisada obteve um estrondoso sucesso meses depois.
Outro acontecimento atrapalhou o andamento de seus trabalhos. Em 1903 sofreu um acidente de carro. A recuperação foi lenta. Ficou 8 meses em uma cadeira de rodas. Na ocasião foi diagnosticada sua diabete. Nunca mais sua saúde foi a mesma.
Ainda envolvido com “Madame Butterfly”, Puccini já começava contatos com a embaixada do Japão. Era o embrião de “Turandot”, que ele deixou inacabada, sendo concluída por Franco Alfano. Enquanto trabalhava na orquestração do segundo ato, no final de 1923, as dores na garganta se tornaram insuportáveis. Puccini continuou a ignorar a doença, que avançava.
Em fevereiro de 1924 completou o segundo ato de “Turandot”. Nos meses seguintes, trabalhou rapidamente na orquestração do terceiro ato _ até a cena da morte da personagem Liú. Com dores cada vez mais intensas, decidiu procurar um médico, que, a princípio, diagnosticou uma inflamação na garganta.
Internou-se em uma clínica de Bruxelas em 4 de novembro daquele ano. Mesmo assim, continuou trabalhando em “Turandot”. No dia 24 do mesmo mês foi operado e cinco dias depois morreu de insuficiência cardíaca.
“Turandot”, uma de suas óperas mais ambiciosas, estreou no dia 25 de abril de 1926, no teatro Scala. O maestro Toscanini, seu amigo, interrompeu o espetáculo no meio do terceiro ato – até onde Puccini havia escrito -, abaixa a batuta, volta-se para o público e diz: “A partir deste ponto o maestro morreu”.

Callas, interpretando Madame Butterfly:

“I will survive” Erudito!